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Em agosto, soja exportada atingiu maior valor em dólar em mais de 6 anos

Volume do grão exportado pelo Brasil aumentou 11% em relação ao mesmo mês do ano passado

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Embora os volumes de soja embarcados para fora do país tenham se mantido em queda no mês de agosto, o mercado exportador vem pagando valores cada vez mais altos pelo grão brasileiro. Na média, os compradores externos pagaram US$ 485,52 por cada tonelada do produto – esse é o maior valor em dólar nos registros desde dezembro de 2014. É o que mostram os novos dados do Ministério da Economia sobre a balança comercial.

Com apenas dois meses de baixa, os valores recebidos pelos sojicultores brasileiros vêm num viés de alta desde maio de 2020. De lá para cá, a oleaginosa já se valorizou 45,7%. Não se trata apenas de um simples rebote nos preços alimentado pela retomada da economia global depois de passados os efeitos mais agudos da pandemia da covid-19. Desde dezembro passado, as cotações da soja voltaram aos níveis pré-pandêmicos e, mesmo assim, se mantiveram em alta.

Embora os volumes de soja embarcados para fora do país tenham se mantido em queda no mês de agosto, o mercado exportador vem pagando valores cada vez mais altos pelo grão brasileiro. Na média, os compradores externos pagaram US$ 485,52 por cada tonelada do produto – esse é o maior valor em dólar nos registros desde dezembro de 2014. É o que mostram os novos dados do Ministério da Economia sobre a balança comercial.

Com apenas dois meses de baixa, os valores recebidos pelos sojicultores brasileiros vêm num viés de alta desde maio de 2020. De lá para cá, a oleaginosa já se valorizou 45,7%. Não se trata apenas de um simples rebote nos preços alimentado pela retomada da economia global depois de passados os efeitos mais agudos da pandemia da covid-19. Desde dezembro passado, as cotações da soja voltaram aos níveis pré-pandêmicos e, mesmo assim, se mantiveram em alta.

Descolamento

Inicialmente o movimento no mercado exportador brasileiro reflete as cotações da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago, praça que serve como referência internacional para os valores da commodity. Por lá, os preços também acumularam altas bastante expressivas – 75,6% – entre agosto de 2020 e maio de 2021.

Nos últimos três meses, contudo, o movimento se reverteu em Chicago com o grão acumulando perdas pouco maiores que 14,5% de seu valor. Já no Brasil, o grão se valorizou 8,3%.

Volumes

Em agosto, o volume de soja exportado pelo Brasil ficou em 6,48 milhões de toneladas. Essa quantidade é 11% maior do que em agosto do ano passado e mostra uma reaceleração no ritmo de embarques. Em junho e julho, houve queda na comparação anual.

De janeiro a agosto, os embarques de soja contabilizaram 72,7 milhões de toneladas. Essa quantidade está cerca de 2,5% abaixo da que foi apurado no mesmo período do ano passado quando as exportações somaram 74,6 milhões de toneladas.

Até o presente momento o ano de 2021 vem seguindo a curva média dos últimos cinco anos. Se continuar nessa rota, as exportações deverão desacelerar daqui até o final do ano à medida em que o Brasil avança pelo período de entressafra da soja.

Não é isso que o mercado vem esperando. As estimativas mais recentes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) apostam que as exportações devem fechar o ano em 86 milhões de toneladas, batendo o recorde de 83,2 milhões de toneladas registrado em 2018. Para que isso aconteça, os embarques teriam que reacelerar, repetindo o repique atípico nos últimos meses do ano visto em 2018 e 2019.

Ganhos

Um recorde mais fácil de bater deverá ser o de faturamento com exportações de soja. Até o momento, as exportações de soja já renderam quase US$ 31,9 bilhões ao país. Esse montante já faz de 2021 o segundo melhor ano da história, atrás apenas dos US$ 33 bilhões recebidos em 2018.

Apenas em agosto, os ganhos foram de US$ 3,14 bilhões – valor quase 52,5% maior do que em agosto de 2020.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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