Edição mais recente do relatório de acompanhamento da safra brasileira de grãos contabiliza perdas no Paraná e Mato Grosso do Sul
Enquanto, para algumas consultorias, os prognósticos da safra de soja ficaram até um pouquinho melhores, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) segue contabilizando as perdas causados pelo clima adverso ano em algumas das principais praças produtoras.
Enquanto, para algumas consultorias, os prognósticos da safra de soja ficaram até um pouquinho melhores, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) segue contabilizando as perdas causados pelo clima adverso ano em algumas das principais praças produtoras.
Publicada hoje (12), a edição mais recente do Boletim de Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos traz uma correção de quase 1,9 milhão de toneladas para baixo na produção da oleaginosa.
Embora robusta, a contração nas estimativas oficiais foi menor do que a do mês passado. No boletim publicado em fevereiro, as projeções haviam encolhido mais de 3,4 milhões de toneladas. Com mais essa correção, o número oficial para a colheita de soja na temporada 2018/19 passa a ser de 113,4 milhões de toneladas.
Se mais nenhuma mudança acontecer, a produção de soja deste ano deverá ficar 4,9% abaixo das quase 119,3 milhões de toneladas que foram colhidas pelos sojicultores brasileiros na safra 2017/18.
Redução na produtividade
O grande problema foi a queda na produtividade das lavouras nacionais.
No ano passado, cada hectare plantado com soja rendeu, em média, 3.394 quilos do grão. Agora, a produtividade esperada é de 3.168 kg/ha – 6,7% menor que a anterior.
Essa retração mais do que compensou o aumento de 1,9% na área ocupada pela cultura ocorrido no período. Na safra 2018/19, a soja foi plantada em 35,8 milhões de hectares 670 mil a mais do que no período anterior.
As maiores dificuldades estão no Paraná, Mato Grosso do Sul e Bahia. Nesses três estados, a produção caiu mais de um milhão de toneladas da safra passada para a atual. No Paraná, especificamente, a redução chega a 16% e passa dos três milhões de toneladas.
Terceiro lugar
Até o mês passado, a expectativa era que a safra 2018/19 ainda seria a segunda maior da história. Não mais. O número mais recente já é mais baixo do que apresentado na temporada 2016/17 – que foi pouco inferior a 114,1 milhões de toneladas.
O sentimento é de anticlímax quando se pensa que até poucos meses atrás, várias das consultorias e organismos que acompanham a produção de soja no Brasil, chegaram a cravar que estávamos a caminho de mais um recorde. Em dezembro, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) chegou a estimar a colheita brasileira em 122 milhões de toneladas.
O clima ruim na virada do ano, no entanto, derrubou as projeções de forma generalizada.
Apesar disso, vale ter em perspectiva que as duas últimas safras foram excepcionais. Na temporada 2015/16, a produção brasileira era de 95,4 milhões de toneladas. Apesar da queda deste ano, a produção nacional do grão ainda está quase 19% acima da que era apenas três anos atrás.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com