Apesar do Brasil estar colhendo uma safra recorde, exportações do grão tiveram alta apenas moderada no mês passado
A safra recorde de soja que o agronegócio brasileiro está colhendo este ano não está – necessariamente – se traduzindo num boom para as exportações do grão. Segundo os números mais recentes da balança comercial que foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os embarques durante o mês de abril foram ligeiramente maiores que 14,3 milhões de toneladas.
Trata-se do quarto maior volume mensal nos registros de exportação. Sem dúvida é um resultado bastante expressivo. Mas não chega a ser um novo recorde para o mês como aconteceu em março.
As exportações de soja de abril de 2023 são superadas tanto por abril de 2020 quanto por abril de 2021 – quando vendas externas do grão foram de, respectivamente, 14,8 e 16,1 milhões de toneladas.
A safra recorde de soja que o agronegócio brasileiro está colhendo este ano não está – necessariamente – se traduzindo num boom para as exportações do grão. Segundo os números mais recentes da balança comercial que foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os embarques durante o mês de abril foram ligeiramente maiores que 14,3 milhões de toneladas.
Trata-se do quarto maior volume mensal nos registros de exportação. Sem dúvida é um resultado bastante expressivo. Mas não chega a ser um novo recorde para o mês como aconteceu em março.
As exportações de soja de abril de 2023 são superadas tanto por abril de 2020 quanto por abril de 2021 – quando vendas externas do grão foram de, respectivamente, 14,8 e 16,1 milhões de toneladas.
Também é possível notar uma perda de ímpeto. Entre março e abril de 2023 os embarques de soja avançaram 8,6%. A média desse avanço no período nos últimos cinco anos foi de 17,2%. Tipicamente as exportações brasileiras de soja atingem seu ápice entre os meses de abril e maio e, depois, começam a perder gás.
A safra que o Brasil está acabando de colher talvez autorizasse esperar um pouco mais.
No final de março, a média das projeções da produção nacional apontava para uma colheita acima dos 151,5 milhões de toneladas. Já seria um recorde histórico, mas, nas últimas semanas, as projeções ficaram ainda mais otimistas.
Na média, as projeções indicam uma colheita maior que 156,6 milhões de toneladas de soja.
Rota para o topo mantida
Apesar da puxada no freio sentida em abril, os números dos primeiros meses do ano mantiveram 2023 numa rota que parece segura para um recorde anual.
Nos últimos 5 anos, o primeiro quadrimestre costumou concentrar 35% das vendas exportações brasileiras. Se simplesmente acompanhar essa média, 2023 deve fechar com 93,7 milhões de toneladas de soja exportadas – um valor que está perfeitamente em linha com as projeções mais recentes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
Até este momento o recorde anual pertence ao ano retrasado, quando as exportações somaram 86,1 milhões de toneladas.
Valor em queda
Mas se as exportações parecem ir bem pelo lado do volume, os preços do grão não parecem estar indo na direção que os produtores gostariam. Em abril, os compradores externos pagaram uma média de US$ 540,30 por cada tonelada de soja brasileira.
Desde que a virada de 2022 para 2023, os preços médios mensais têm apresentado queda contínua e, agora, atingem seu valor mais baixo em mais de um ano. A última vez que os preços estiveram abaixo dos níveis atuais foi em março de 2022 quando a tonelada valia US$ 530,21.
Em abril, os negócios com o exterior garantiram a entrada de US$ 7,74 bilhões na economia brasileira. Convertido pelo câmbio médio do mês passado, isso dá uma arrecadação de R$ 38,8 bilhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com