Com uma nova safra recorde praticamente garantida, os embarques do grão brasileiro dispararam no mês passado
Depois de um primeiro bimestre relativamente morno – com embarques menores que 6 milhões de toneladas –, os exportadores brasileiros começam a mostrar que não estão mais para brincadeiras. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que mais de 13,2 milhões de toneladas de soja em grão saíram do país em março.
Ponto de aceleração
Março costuma ser um mês importante no ciclo sazonal das exportações da sojicultura brasileira. É ele que marca a chegada do grosso dos grãos da safra mais recente aos portos brasileiros.
Depois de um primeiro bimestre relativamente morno – com embarques menores que 6 milhões de toneladas –, os exportadores brasileiros começam a mostrar que não estão mais para brincadeiras. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que mais de 13,2 milhões de toneladas de soja em grão saíram do país em março.
O volume é recorde para o mês. Ele abre cerca de 4,3% de vantagem em relação aos quase 12,7 milhões de toneladas que haviam sido apurados em março de 2021. No ano passado, o mês de março foi justamente o período em que os impactos da quebra da safra 2021/22 começaram a se tornar mais pronunciados.
Ponto de aceleração
Março costuma ser um mês importante no ciclo sazonal das exportações da sojicultura brasileira. É ele que marca a chegada do grosso dos grãos da safra mais recente aos portos brasileiros.
Nos últimos 5 anos, as exportações realizadas em março representam em média 13% do total exportado. O período entre os meses de março e julho concentram cerca de 70% das exportações nacionais.
Recorde garantido
Nesse momento tudo parece convergir para que a sojicultura brasileira tenha um dos melhores anos de sua história.
A começar pelos resultados da safra 2022/23. Com a colheita muito bem encaminhada – a Safras & Mercado aponta que 81% da área plantada já foi colhida –, as estimativas mais recentes confirmam que a produção será recorde. Resta saber o volume final.
Um compilado de algumas das projeções mais importantes para o mercado feito por BiodieselBR.com no mês passado apontou para 151,5 milhões de toneladas de soja brasileira no ciclo atual. O número pode ser ainda maior. Em suas atualizações mais recentes, tanto a Datagro quanto a StoneX aumentaram consideravelmente suas apostas.
Na média das duas estimativas, o agronegócio brasileiro deverá colher cerca de 155,7 milhões de toneladas.
Considerando ainda a quebra na safra da Argentina – terceiro maior produtor do grão no mundo –, o Brasil terá menos concorrência para colocar volumes maiores tanto de soja in natura quanto de seus derivados no mercado internacional.
Preços em queda, recorde de faturamento
A má notícia para os produtores nacionais pode vir dos preços que estão sendo pagos pela oleaginosa. Em junho passado a tonelada de soja era negociada por US$ 631,25 – seu maior patamar de preços em mais de uma década – e, desde então, os preços vêm perdendo sustação.
Lento no início, o movimento se acelerou na virada do ano. Desde dezembro, a valor médio do grão exportado caiu 10,3%. Em março, no entanto, essa queda desacelerou substancialmente. Entre fevereiro e março, os preços caíram parcos 0,6% e ficaram em US$ 554,47.
Aos preços atuais, os exportadores faturaram um pouco mais de US$ 7,34 bilhões em março com a venda de soja. É um novo recorde de faturamento mensal em dólares. O número abre 8,6% de vantagem sobre os US$ 6,76 bilhões que foram faturados de abril de 2022.
Em reais esse valor se transforma em R$ 38,2 bilhões.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com