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Projeto promete biocombustível de tabaco energético para aviação

TacaboEnergetico 121214Agricultores da África do Sul estão prontos para fazer a primeira colheita de tabaco energético. O plantio parte de uma iniciativa da Boeing e a South African Airways (SAA).
BiodieselBR.com 3 min de leitura
A Boeing e a South African Airways (SAA) anunciaram esta semana que os agricultores da África do Sul envolvidos no Projeto Solaris estão prontos para fazer a primeira colheita de tabaco energético. Parente do tabaco comum, a variedade energética tem baixo teor de nicotina – não podendo ser usada pela indústria do fumo – mas produz sementes com elevado teor de óleo.

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A Boeing e a South African Airways (SAA) anunciaram esta semana que os agricultores da África do Sul envolvidos no Projeto Solaris estão prontos para fazer a primeira colheita de tabaco energético. Parente do tabaco comum, a variedade energética tem baixo teor de nicotina – não podendo ser usada pela indústria do fumo – mas produz sementes com elevado teor de óleo.

De acordo com a Boeing, o óleo gerado pelas sementes da planta pode ser convertido em biocombustível para ser utilizado por aeronaves já no próximo ano. Um voo de teste será realizado pela SAA tão logo possível.  

"É muito emocionante assistir os rápidos progressos na África do Sul para o desenvolvimento de biocombustíveis destinados à aviação sustentável a partir do tabaco energético", disse J. Miguel Santos, diretor para a África da Boeing, sobre a visita que representantes da Boeing e da SAA e das outras duas empresas envolvidas no projeto – a SkyNRG, líder mundial em combustíveis renováveis para aviação, e a SunChem, empresa italiana que desenvolveu a cultivar – fizeram a fazendas comerciais e comunitárias na província sul-africana de Limpopo, onde 50 hectares da variedade Solaris foram plantadas.

Reflexos
"O impacto que o programa de biocombustíveis terá sobre os sul-africanos é espantoso: milhares de empregos, principalmente nas zonas rurais, novas competências e tecnologias, estabilidade e segurança energética e benefícios macroeconômicos, e, claro, uma redução acentuada da quantidade de CO2 que é emitida em nossa atmosfera", disse Ian Cruickshank, especialista em meio ambiente da SAA.

O biocombustível feito a partir do óleo da planta pode, em seu ciclo de vida, reduzir as emissões de carbono de 50% a 75%, garantindo que se atinja o teto de sustentabilidade estabelecido pela Roundtable on Sustainable Biomaterials (RSB), entidade certificadora internacional. 

 Se a iniciativa em Limpopo se mostrar bem sucedida, será expandida na África do Sul e, também, para outros países. 

No Brasil, já há experiências parecidas com a que está sendo realizada na África, com lavouras testes em Rio Pardo (RS) e Minas Gerais.

Cátia Franco – BiodieselBR.com
Com informações da Boeing
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