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Tecnologia desenvolvida por startup pode alavancar produção de palma

Uma startup do ramo de biotecnologia chamada Orion Genomics pode gerar um aumento de até 30% na produtividade das plantações de palma-de-óleo.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
Uma startup do ramo de biotecnologia chamada Orion Genomics pode estar perto de dar um chacoalhão no bilionário mercado de óleo de palma. Uma tecnologia desenvolvida pela empresa norte-americana pode gerar um aumento de até 30% na produtividade das plantações de palma-de-óleo.

Uma startup do ramo de biotecnologia chamada Orion Genomics pode estar perto de dar um chacoalhão no bilionário mercado de óleo de palma. Uma tecnologia desenvolvida pela empresa norte-americana pode gerar um aumento de até 30% na produtividade das plantações de palma-de-óleo.

A chave está na genética da Elaeis guineenses – a espécie de palma oleífera mais comum. Uma variação nos genes responsáveis pela formação da casca que protege os frutos dessa palmeira pode afetar dramaticamente a quantidade de óleo que eles contêm. Frutos que tenham a casca mais fina podem render até 30% mais óleo que os de casca mais grossa.

O problema é que, até agora, não havia como identificar a qual dos dois grupos uma muda em particular pertencia. Os produtores tinham que plantá-la e torcer pelo melhor o que, considerando que a palma-de-óleo leva ao menos quatro anos antes de dar seus primeiros frutos, tem um impacto substancial na produtividade da indústria como um todo.

Desenvolvida pela Orion, a nova tecnologia consegue resolver esse problema permitindo uma seleção mais criteriosa das mudas que serão efetivamente plantadas. Esse resultado é fruto de anos de trabalho. Os pesquisadores da companhia começaram trabalhar com a genética da palma-de-óleo em 2003, mas só em 2011 conseguiram identificar os genes envolvidos da grossura dos frutos das árvores adultas.

Os últimos cinco anos forem dedicados ao desenvolvimento de kits de teste que pudesse ser comercializados. É nessa etapa que a empresa se encontra no momento. A empresa tem uma parceria com a Associação da Palma de Óleo de Malásia (MPOB) que deve facilitar a entrada do produto nas principais regiões produtoras do Sudeste da Ásia.

Numa indústria que produziu, segundo o Departamento de Agricultura do governo dos Estados Unidos, mais de 68,2 milhões de toneladas de óleo na temporada passada; qualquer aumento de produtividade pode ter repercussões globais. “Da terra ocupada por plantações de oleaginosas, apenas 5%

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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