BiodieselBR
Publicidade

Produtores asiáticos de palma miram mercado de biodiesel dos EUA

dende eua_080313A Indonésia e a Malásia estão vendo no mercado norte-americano de biodiesel uma saída para os estoques recordes que óleo de palma.
Reuters 3 min de leitura
dende eua_080313
A Indonésia e a Malásia estão vendo no mercado norte-americano de biodiesel uma saída para os estoques recordes que óleo de palma.

dende eua_080313
Os produtores de palma da Indonésia e Malásia estão vendo nos Estados Unidos uma saída para desovar os estoques recordes que vêm derrubando as cotações do produto. Desde que os subsídios para os biocombustíveis foram reestabelecidos nos Estados Unidos no começo do ano, o caminho da exportação foi reaberto.

Na Malásia, o segundo maior produtor de palma do mundo, os estoques caíram apenas 2% do recorde de 2,65 milhões de toneladas atingidas no final do ano passado. Esse excesso tem mantido o preço do óleo de palma abaixo do óleo de soja, a principal base de biodiesel dos EUA. Somado a isso, o crédito restituído no maior consumidor mundial de energia tornou o biodiesel de palma do Sudeste Asiático competitivo. 

O apelo dos exportadores é econômico. Cálculos da Reuters mostram os Estados Unidos podem importar éster metílico de palma (PME), ou biodiesel de palma, por algo em torno de US$ 1,10 por tonelada, levando em conta taxa de frete e outros custos de importação. Esse valor é mais barato do que o combustível local derivado da soja, que custa cerca de US$ 1,20 por tonelada. O crédito de US$ 1 por galão, ou cerca de US$ 300 por tonelada, torna o biocombustível derivado da palma mais barato até que o diesel convencional norte-americano.

Obstáculos
Indonésia e Malásia respondem por 90% da produção do óleo de palma no mundo. Desde o ano passado, os dois países têm tentado fazer com que a Agência de Proteção Ambiental (EPA) americana reconsidere a decisão de que o biodiesel de palma não cumpre suas exigências em termos de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEEs). A menos que seja revertida, a decisão torna mais difícil a importação do combustível vindo dos países do sudeste asiático.

Apesar dessas incertezas, as diferenças de preços atuais podem ser o suficiente para atrair a demanda. Cerca de 15 mil toneladas de biodiesel de palma já teriam sido vendidos para os Estados Unidos pelos países do sudeste asiático esse ano.

Os dados de comércio dos EUA mostram que não havia biodiesel importado da Indonésia e da Malásia no país em 2011 e 2012. A ultima fez que isso havia acontecido foi em 2008, quando cerca de 345 mil toneladas foram importadas. Nessa época os preços do óleo de palma estavam bem próximos do preço do diesel e os créditos fiscais conseguiam cobrir os custos de importação.

Exportações
Enquanto o combustível começa a ir para os EUA, o crescimento das exportações vem desde o ano passado. Os embarques de biodiesel de palma da Indonésia dobraram de outubro para dezembro, atingindo 53.505 toneladas, segundo dados da indústria. Já o Conselho de Óleo de Palma da Malásia afirma que as exportações do país saltaram 100 vezes, no mesmo período, para 6.000 toneladas.

A maioria dos envios foram feitos à Europa, onde óleo de palma é a segunda matéria-prima mais usada para o biodiesel.

Tradução e adaptação BiodieselBR.com
Compartilhar: