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Dendê é tema de cooperação entre Brasil e Equador

convenio brasil_equador_110113O Brasil e o Equador firmaram um acordo com o objetivo de consolidar grupo científico binacional para a pesquisa do dendê.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
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O Brasil e o Equador firmaram um acordo com o objetivo de consolidar grupo científico binacional para a pesquisa do dendê.

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Como parte de um acordo de cooperação técnica entre o governo brasileiro e o equatoriano, foi criado o projeto “Desenvolvimento de Processos Agroprodutivos para Biocombustíveis”. O principal objetivo do projeto é, futuramente, consolidar grupo técnico científico entre os dois países em tecnologia de sistemas de produção de dendê para geração de biocombustíveis e outros.

No Brasil, o projeto é coordenado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e executado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Já no Equador é a Secretaria Técnica de Cooperação Internacional (SETECI) quem coordena e o Instituto Nacional Autônomo de Investigações Agropecuárias (INIAP) quem executa.

Para o pesquisador Wanderlei Lima, coordenador das atividades relacionadas à dendeicultura da Embrapa Amazônia, a troca de informações entre os países é importante, pois ambos possuem conhecimento e condições ideais para o cultivo do dendezeiro e existe um conjunto de interesses comuns entre eles, envolvendo principalmente os aspectos relacionados ao manejo fitossanitário da cultura.“Um exemplo são as anomalias de etiologia desconhecida, denominada Amarelecimento Fatal (AF) no Brasil e nos demais países da America Latina, como Equador, de pudrición de cogollo (PC), ambas responsáveis por dizimar expressivas áreas com a cultura do dendezeiro”, afirma. 

A hibridação interespecífica entre o caiaué e o dendezeiro é vista nos dois países como a melhor opção para áreas de alta incidência dessa anomalia. Diante desse cenário, no final do ano passado, técnicos da Embrapa visitaram o Equador e técnicos da INIAP vieram ao Brasil com intuito de conhecer estações experimentais, áreas de cultivo e processamento de dendê. A programação das visitas foi baseada no melhoramento genético e produção de sementes, óleo e biodiesel. 

Segundo Lima, por meio dessas atividades várias perspectivas de colaboração foram traçadas, como a realização de ensaios de teste de produção de sementes de híbridos interespecíficos por meio do intercâmbio de pólen entre os dois países, manejo da cultivar, incluindo aspectos relacionados à nutrição e fitossanidade, entre outros. “Essas atividades foram um grande passo para a consolidação de um grupo capacitado e alinhado com os principais aspectos relacionados à dendeicultura”, comemora.

Híbrido
Os dois países compartilham de problemas de extrema importância econômica relacionados a distúrbios fisiológicos da cultura do dendê, que até o momento não possuem causa conhecida e as medidas de controle não são eficazes, explica Lima.

No Brasil, como forma de superar a anomalia conhecida como amarelecimento fatal (AF), a Embrapa lançou em outubro de 2010 uma cultivar hibrida conhecida como BRS Manicoré, desenvolvida a partir do cruzamento entre o dendezeiro africano (Elaeis guineensis) e o caiaué (Elaeis oleifera). Essa cultivar apresenta resistência comprovada ao AF.

Ainda assim, segundo Lima, a Embrapa mantém várias linhas de pesquisa na busca de uma solução para esse problema e também tem investido no melhoramento genético e produção de sementes germinadas das espécies híbridas.

Patrícia Herman – BiodieselBR.com 
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