Retração nos preços registrada pela FAO durante julho foi maior do que a dos três meses anteriores
Os preços dos óleos vegetais – que já vinham caindo ao longo dos últimos meses –, entram em queda livre no mês passado. Segundo acompanhamento da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), ao longo de julho as cotações médias dos 10 óleos mais importantes para o comercio internacional tiveram queda de 19,2%. Esse é a segunda maior contração dos preços mensais nos registros desde que a FAO passou a acompanhar sistematicamente o mercado no ano de 1990.
A única queda maior do que essa aconteceu em outubro de 2008 quando, logo depois da falência do Lehman Brothers que deu iniciou ao crash do mercado imobiliário dos EUA, houve recuo de 23,5%.
Em apenas um mês, os preços apresentaram redução maior do que durante todo o período entre abril e junho. Nos três meses anteriores, o mercado acumulou baixa de 15,9%. Com o novo resultado, o indicador já recuou 32% em relação ao pico de março.
Os preços dos óleos vegetais – que já vinham caindo ao longo dos últimos meses –, entram em queda livre no mês passado. Segundo acompanhamento da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), ao longo de julho as cotações médias dos 10 óleos mais importantes para o comercio internacional tiveram queda de 19,2%. Esse é a segunda maior contração dos preços mensais nos registros desde que a FAO passou a acompanhar sistematicamente o mercado no ano de 1990.
A única queda maior do que essa aconteceu em outubro de 2008 quando, logo depois da falência do Lehman Brothers que deu iniciou ao crash do mercado imobiliário dos EUA, houve recuo de 23,5%.
Em apenas um mês, os preços apresentaram redução maior do que durante todo o período entre abril e junho. Nos três meses anteriores, o mercado acumulou baixa de 15,9%. Com o novo resultado, o indicador já recuou 32% em relação ao pico de março.
Mesmo assim, o índice ainda está mais de 10% acima do patamar registrado em julho de 2021.
Motivos
De acordo com a métrica da FAO, o mercado de óleos vegetais marcou 171,1 pontos em julho; queda de impressionantes 40,7 pontos em relação azo ano anterior.
A queda acentuada foi puxada por reduções nas cotações dos óleos de palma, soja, colza e girassol – os quatro principais produtos em termos de volume no mundo. A disponibilidade de óleo de palma na Indonésia foi o principal fator no mercado. O desaquecimento no mercado de petróleo depois de vários meses com o barril acima dos US$ 100 também contribuiu para baixar os preços ao diminuir as perspectivas de mais demanda global por biodiesel.
Índice geral
Embora os óleos vegetais tenham sido o segmento que apresentou maior queda dentre todos os que são acompanhados mensalmente pela FAO, todos os demais apresentaram variação negativa em julho.
Com isso, o Índice FAO do Preço dos Alimentos fechou o mês com média de 140,9 pontos voltando a se aproximar dos níveis em que estava no começo do ano – 135,6 pontos em janeiro –, antes dos impactos causados pela invasão da Ucrânia pelo exército da Rússia.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com