Os óleos vegetais não param de cair nos mercados globais. Do começo do ano até o final de abril, as cotações da cesta dos 10 óleos mais negociados internacionalmente que entram na composição do Índice FAO já recuaram 13,5%.
Os óleos vegetais não param de cair nos mercados globais. Do começo do ano até o final de abril, as cotações da cesta dos 10 óleos mais negociados internacionalmente que entram na composição do Índice FAO já recuaram 13,5%.
Segundo dados que foram divulgados hoje (04) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a média das cotações dos óleos vegetais fechou o mês passado em 161,1 pontos. Trata-se da mínima em nove meses – desde julho passado quando a média foi de 157,3 pontos – e uma contração de 3,9%.
No mesmo mês do ano passado, a média do custo para essa commodity era 166,4 pontos.
Segundo os técnicos da agência internacional, o mercado vem sendo pressionado pelo óleo de soja e de palma. No caso da soja, a queda reflete a boa produtividade da safra 2016/17 nos países da América do Sul e as perspectivas que os agricultores dos Estados Unidos batam outro recorde de produção do grão na safra 2017/18.
Generalizada
A baixa nos preços foi praticamente generalizada entre todas as cinco classes de produtos que fazem parte do Índice FAO. Entre março e abril, o grupo carnes foi o único que teve alta – de 1,7%. No cômputo geral, o indicador recuou 1,8% em um mês.
No comparativo com o ano passado, no entanto, os preços dos alimentos ficaram 10% mais caros.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com