O preço dos óleos vegetais disparou em 2016. Segundo dados mantidos pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês) a respeito das cotações internacionais das commodities alimentares, entre janeiro e dezembro os óleos subiram pouco mais de 31,5%. Esse foi o maior salto anual nas cotações desde 2001.
O preço dos óleos vegetais disparou em 2016. Segundo dados mantidos pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês) a respeito das cotações internacionais das commodities alimentares, entre janeiro e dezembro os óleos subiram pouco mais de 31,5%. Esse foi o maior salto anual nas cotações desde 2001.
De acordo com o Índice FAO, a cesta dos 10 óleos vegetais mais negociados do mundo abriu o ano passado valendo 139,1 pontos. Em dezembro, o valor havia avançado para 183. Esse é o maior valor em quase dois anos e meio – em junho de 2014, os preços estavam em 188,8.
Embora inequívoca, a alta não foi totalmente consistente. Depois de um estirão entre janeiro e abril, a alta perdeu força de abril a julho retomando o processo de alta depois disso.
Fim do ano
Entre novembro e dezembro, o indicador avançou 7,4 pontos ou mais 4,2%.
Os drivers da alta agora em dezembro foram os óleos de palma e de soja – respetivamente o primeiro e segundo mais consumidos do mundo.
No caso da palma a pressão vem de estoques em queda nos países produtores do Sudeste Asiático. Já a soja tem sido afetada pela perspectiva de quebra da safra da Argentina – a terceira maior produtora do grão depois dos Estados Unidos e Brasil.
As projeções de aumento na demanda por biodiesel nos Estados Unidos e Brasil também influenciaram os preços, segundo os técnicos da FAO.
Nem tão alto
Apesar da alta vigorosa em 2016, os óleos vegetais ainda estão longe da máxima histórica registrada pelo indicador. A média do ano passado fechou em 163,8 – bem distante dos 254,5 pontos de 2011.
Isso porque 2016 marcou o ponto de inflexão de um processo de contração nos preços que durou cinco anos e levou os óleos a chegarem em 2015 valendo menos do que em 2007.
Geral
Com exceção do grupo dos cereais – que se desvalorizou 4,7% em 2016 –, todas as outras commodities que formam o Índice FAO se valorizaram.
No somatório geral, o indicador subiu 15% em 2016.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
O preço dos óleos vegetais disparou em 2016. Segundo dados mantidos pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês) a respeito das cotações internacionais das commodities alimentares, entre janeiro e dezembro os óleos subiram pouco mais de 31,5%. Esse foi o maior salto anual nas cotações desde 2001.
De acordo com o Índice FAO, a cesta dos 10 óleos vegetais mais negociados do mundo abriu o ano passado valendo 139,1 pontos. Em dezembro, o valor havia avançado para 183. Esse é o maior valor em quase dois anos e meio – em junho de 2014, os preços estavam em 188,8.
Embora inequívoca, a alta não foi totalmente consistente. Depois de um estirão entre janeiro e abril, a alta perdeu força de abril a julho retomando o processo de alta depois disso.
Fim do ano
Entre novembro e dezembro, o indicador avançou 7,4 pontos ou mais 4,2%.
Os drivers da alta agora em dezembro foram os óleos de palma e de soja – respetivamente o primeiro e segundo mais consumidos do mundo.
No caso da palma a pressão vem de estoques em queda nos países produtores do Sudeste Asiático. Já a soja tem sido afetada pela perspectiva de quebra da safra da Argentina – a terceira maior produtora do grão depois dos Estados Unidos e Brasil.
As projeções de aumento na demanda por biodiesel nos Estados Unidos e Brasil também influenciaram os preços, segundo os técnicos da FAO.
Nem tão alto
Apesar da alta vigorosa em 2016, os óleos vegetais ainda estão longe da máxima histórica registrada pelo indicador. A média do ano passado fechou em 163,8 – bem distante dos 254,5 pontos de 2011.
Isso porque 2016 marcou o ponto de inflexão de um processo de contração nos preços que durou cinco anos e levou os óleos a chegarem em 2015 valendo menos do que em 2007.
Geral
Com exceção do grupo dos cereais – que se desvalorizou 4,7% em 2016 –, todas as outras commodities que formam o Índice FAO se valorizaram.
No somatório geral, o indicador subiu 15% em 2016.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com