Apesar das cotações globais terem experimentado bastante turbulência nos últimos meses, os preços têm se mantido em baixa
Os preços dos 10 óleos vegetais acompanhados pelo Índice FAO tiveram sua terceira queda consecutiva. Segundo a atualização que foi publicada nessa sexta-feira (08), o indicador do mercado de óleos recuou mais 1,6 pontos – 1,3% – fechando fevereiro em 120,9 pontos. Trata-se da menor cotação para o produto desde outubro.
Os preços dos 10 óleos vegetais acompanhados pelo Índice FAO tiveram sua terceira queda consecutiva. Segundo a atualização que foi publicada nessa sexta-feira (08), o indicador do mercado de óleos recuou mais 1,6 pontos – 1,3% – fechando fevereiro em 120,9 pontos. Trata-se da menor cotação para o produto desde outubro.
Na comparação anual, o indicador setorial perdeu 15 pontos o que representa uma desvalorização de 11%. Apesar da queda persistente, o mercado de óleos registrou alguns meses de turbulência. O primeiro deles entre abril e julho de 2023, quando os preços primeiro desabaram 8,7% para, depois, subirem 12,1%. Em novembro, o mercado também teve um repique importante com os preços se valorizando mais de 3,4%.
Segundo os técnicos da agência da ONU, em fevereiro as cotações dos óleos de soja, colza e girassol – respectivamente o 2º, 3º e 4º mais consumidos do mundo – registraram baixas que mais do que compensaram a alta marginal nos preços do óleo de palma. Apesar da queda nas projeções para a colheita brasileira, o mercado de soja segue pressionado pela perspectiva de uma oferta ampla do grão na América do Sul – especialmente na Argentina.
A queda nos mercados de óleo vegetal e, principalmente, no de cereais foram os fatores que levaram o Indice FAO a registrar mais uma baixa. Em fevereiro, o indicador perdeu 0,7% de seu valor indo para 117,3 pontos – seu menor patamar em três anos.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com