Cotações vinham batendo recorde atrás de recorde desde a virada do ano
O mercado de óleos vegetais perdeu sustentação em abril. Segundo o levantamento mais recente divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), os preços médios dos 10 óleos mais negociados ao redor do mundo apresentaram baixa de 5,7% entre março e abril, pondo fim a uma série de recordes que vinham se sucedendo desde o começo do ano.
A freada foi puxada pelas cotações dos óleos de palma, girassol e soja que foram impactadas pelas perspectivas de queda na demanda na China. O resfriamento na demanda foi suficiente para contrabalançar os efeitos das políticas de restrição nas exportações do óleo de palma adotadas pela Indonésia.
O mercado de óleos vegetais perdeu sustentação em abril. Segundo o levantamento mais recente divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), os preços médios dos 10 óleos mais negociados ao redor do mundo apresentaram baixa de 5,7% entre março e abril, pondo fim a uma série de recordes que vinham se sucedendo desde o começo do ano.
Em março, o indexador elaborado pela FAO havia atingido a máxima histórica 251,8 pontos – a maior cotação desde que o indicador começou a ser compilado em janeiro de 1990. Agora, o valor da cesta de óleos que os técnicos das Nações Unidas usam para acompanhar o mercado fechou cotada em 237,5 pontos.
A freada foi puxada pelas cotações dos óleos de palma, girassol e soja que foram impactadas pelas perspectivas de queda na demanda na China. O resfriamento na demanda foi suficiente para contrabalançar os efeitos das políticas de restrição nas exportações do óleo de palma adotadas pela Indonésia.
Refresco
Apesar da contração, os preços seguem bastante acima das médias históricas. Em apenas um ano, as cotações acumulam alta de impressionantes 46,5%.
Embora tenha registrado algumas variações negativas, os preços dos óleos vêm subindo quase sem parar desde junho de 2020. Nesses quase dois anos, os preços acumularam valorização de mais de 205%.
A baixa nos óleos foi o fator mais importante a desvalorização de 1,2% no Índice FAO do Preço dos Alimentos registrada em abril. Os cereais também tiveram uma pequena queda (-0,4%). Isso foi o suficiente para compensar as altas nos grupos carnes (2,2%), lácteos (0,9%) e açúcar (3,3%).
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com