

A Universidade Nacional de Cuyo (UNCuyo) e a Generadora Córdoba SA estão somando forças para pesquisa de sistemas de cultivo de microalgas com fins energéticos.

Localizada em Mendonza, Argentina, a Universidade Nacional de Cuyo (UNCuyo) está ampliando seus esforços para a produção de microalgas voltadas para uso energético. O projeto será financiado pela Generadora Córdoba SA, empresa que atua no ramo de geração de termoeletricidade que vai colocar o dinheiro necessário para a construção de uma planta piloto na qual serão testados processos para a produção de microalgas que, até hoje, só foram estudados em escala laboratorial.
Os pesquisadores da UNCuyo já vêm trabalhando com microalgas há pelo menos quatro anos. As novas instalações permitirão ter uma perspectiva mais adequada do potencial comercial do conhecimento acumulado.
A unidade piloto já se encontra em de construção na província de Córdoba e contará com um sistema de cultivo de meio hectare, junto com laboratórios, sistemas para geração de sementes, processos de captura de dióxido de carbono, adição de nutrientes, cultivo, colheita e secagem. As pesquisas vão se concentrar em espécies de algas endógenas e sem qualquer melhoria genética.
O projeto tem duração prevista de dois anos com a expectativa de verificar os valores de produtividade obtidos. Segundo o diretor do projeto, Jorge Barón, as novas instalações tornarão possível trabalhar na otimização dos processos “de modo a viabilizar economicamente empreendimentos industriais”.
Usos
O processo de produção das microalgas utiliza energia solar como fonte primária que é convertida em óleos e outras substâncias de valor comercial. Os sistemas de cultivo estudados pela UNCuyo contempela esquemas para o reaproveitamento das emissões de gás carbônico produzidas durante processos industriais e de águas servidas industriais e urbanas. Dessa forma, além da produção de óleo para biocombustíveis, os pesquisadores destacam que a tecnologia pode ser incorporada em uma indústria para otimizar seus processos de produção, reduzir impactos ambientais e custos e maximizar os lucros.
Cálculos realizados pelos profissionais envolvidos no estudo garante que a planta poderá produzir até 150 toneladas de biomassa seca por hectare por ano. E 15% dessa produção será de óleo para biocombustíveis, ou seja, entre 15 e 20 toneladas por ano.
Patrícia Herman – BiodieselBR.com
Com informações MDZ Online