

A Solazyme fechou acordo com o complexo industrial do ramo oleoquímico Mitsui que pode abrir o mercado asiático para seus óleos de algas.

Apesar do entusiasmo em torno dos biocombustíveis feitos a partir de microalgas, empresas criadas para tornar esse potencial em realidade têm tido mais sucesso comercial em outras atividades como, por exemplo, a oleoquímica. É o caso da Solazyme que vêm vendendo seus óleos para empresas de cosméticos, lubrificantes e alimentos.
A empresa norte-americana fechou um acordo de US$ 20 milhões na semana retrasada com o conglomerado de origem japonesa Mitsui & Co para desenvolver novas fontes de óleos para a indústria oleoquímica. Empresas do setor usam óleos vegetais derivados da palma, coco e outras oleaginosas como matéria-prima na fabricação de uma ampla variedade de produtos – de detergentes a plásticos.
O acordo não é particularmente polpudo para uma companhia industrial de porte global, mas ele permitira que a Solazyme coloque o pé no mercado asiático onde o crescimento da classe-média chinesa e indiana vem fazendo a demanda crescer exponencialmente.
Com produtores de óleo de palma tem estado sob fogo cerrado de grupos ambientalistas que ligam a expansão do cultivo de palma-de-óleo ao desmatamento de florestas tropicais nativas no sudeste asiático, o acordo poderia criar uma rota alternativa e sustentável para as empresas oleoquímicas. “Há forte interesse em novas fontes de óleo, particularmente com fundamentação sustentável”, disse recentemente o diretor de novos negócios da Solazyme, Josepf Zwillinger, para a Forbes.
A Solzyme está construindo duas unidades de produção nos Estados Unidos e uma terceira no Brasil. Segundo Zwillinger, a empresa não tem ilusões de que seu produto poderá substituir os 30 milhões de toneladas de óleo de palma produzidos anualmente, mas ele disse à Forbes que o acordo com a Mitsui é apenas a primeira etapa de uma parceria que poderia garantir acesso à rede global de distribuição da companhia. “Somos competitivos com a produção de alguns desses plantios de óleo de palma e nós esperamos conseguir parte desse mercado”, disse o executivo.
Num comunicado, o gerente geral da divisão de especialidades químicas da Misui, Daiji Kojima, declarou que a colaboração com a Solazyme vai permitir que a empresa desenvolva produtos altamente atraentes e expandir limitações causadas tanto pela produção local quanto pela perfil convencional de óleos.
Tod Woody – Forbes
Tradução e adaptação BiodieselBR.com