

Estudo da Universidade de Sheffield aponta que reduzir o nitrogênio nas culturas de microalgas pode ter impactos negativos na produção de óleo.

No que diz respeito à produção de microalgas para biodiesel menos pode mesmo ser mais. É essa a mensagem de uma pesquisa realizada pela Universidade de Sheffield, no Reino Unido, que avaliou o impacto de longo prazo da estratégia de restrição de nutrientes usada por muitos produtores para tentar maximizar o teor de óleo nas culturas.
Quando se reduz a quantidade de nitrogênio disponível, as microalgas começam diminuem a produção de açúcares e passam a acumular óleo em suas células. Pode parecer bom negócio para quem quer maximizar a produção de biodiesel, mas o estudo inglês mostra que o método pode ser prejudicial para a produção geral a longo prazo.
"A produção total do óleo depende não apenas do rendimento das células das algas, mas também da rapidez com que as células crescem e se multiplicam", explica um dos responsáveis pela pesquisa, Stephen Wilkinson, do departamento de Engenharia Química e Biológica da Universidade. "Nós descobrimos que a produção do óleo é maior se for dado às algas todos os nutrientes de que precisam para crescer rapidamente, ao invés de tentar aumentar a óleo em cada célula, limitando a disponibilidade de nitrogênio".
O estudo analisou uma espécie de alga chamada Dunaliella salina com diferentes densidades de células, cultivadas em temperaturas diversas, para determinar a taxa de crescimento e de produção de lipídios. Algumas amostras foram privadas de nitrogênio, enquanto outras cresceram naturalmente. Durante as quatro semanas da pesquisa, o rendimento total das culturas sem nitrogênio foi menor do que muitas das amostras que tinham crescido de forma espontânea.
Outra descoberta importante foi que a produtividade também pode ser elevada pelo aumento da densidade celular. Os pesquisadores usaram a centrifugação para criar culturas de algas mais movimentadas e ficaram surpresos ao ver que estas amostras ainda cresceram muito bem. "A produção de biocombustíveis de algas em larga escala ocupa grandes espaços, então qualquer coisa que possamos fazer para extrair mais óleo de uma menor área é muito importante", conclui.
Tradução e adaptação BiodieselBR.com