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Biodiversidade melhora produção de microalgas

Novo estudo da Universidade do Michigan demonstra de policultura torna sistemas de produção de microalgas mais resilientes

BiodieselBR.com 2 min de leitura

Um novo estudo em larga escala desenvolvido por pesquisadores da Universidade do Michigan está confirmando resultados preliminares que indicavam que, quando o assunto é a produção de microalgas, a policultura pode ser uma estratégia mais segura do que a monocultura.

Um novo estudo em larga escala desenvolvido por pesquisadores da Universidade do Michigan está confirmando resultados preliminares que indicavam que, quando o assunto é a produção de microalgas, a policultura pode ser uma estratégia mais segura do que a monocultura.

Apesar de seu potencial enorme para a produção de biomassa, os monocultivos de microalgas superprodutivas têm se mostrado excepcionalmente susceptíveis à contaminação. Basta qualquer coisa dar errado e todo o trabalho precisa ser recomeçado do zero.

Para tentar minimizar esse risco, os cientistas da Universidade do Michigan estão propondo que pode valer a pena abrir mão de um pouco de produtividade em troca de sistemas capazes de se manterem mais estáveis ao longo do tempo. Embora a moção de que ecossistemas mais diversos são mais produtivos e resilientes do que outros mais pobres esteja bem consolidada por décadas de pesquisas ambientais, a ideia nunca havia sido testada em condições não contexto de sistemas de produção em larga escala.

Duas fases

Para confirmar a hipótese foram realizados dois experimentos. No primeiro deles, diferentes combinações entres seis espécies de microalgas encontradas em lagos da América do Norte foram cultivadas em 180 aquários mantidos sempre dentro de ambientes internos com condições relativamente controladas.

Na segunda etapa do estudo, populações das quatro espécies que se mostraram mais promissoras foram cultivadas em 80 tanques de 1.100 litros instalados em ambienta externo. “Primeiro nós avaliamos das combinações de algas no laboratório para, então, expor as melhores a condições ambientais variáveis e fatores de contaminação que vêm se mostrando desafiadores para os esforços de pesquisa na área”, explicou o líder do projeto, Casey Godwin.

Os resultados confirmaram a hipótese inicial. Embora os monocultivos se mostrem melhores para maximizar a produção de biomassa no curto prazo, culturas mais diversificadas tiveram sucesso em se manter produtivos resistindo por mais tempo à microrganismos invasores. “Esses resultados são fundamentais para desenharmos sistemas de produção de biocombustíveis realmente sustentáveis”, avaliou Godwin.

Um vídeo (em inglês) sobre a pesquisa pode ser visto abaixo:

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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