Comissão europeia havia aberto uma nova investigação contra a Argentina pela suposta prática de dumping no mercado de biodiesel
Mesmo afirmando que o biodiesel fabricado na Argentina entra no mercado europeu com preços subsidiados, a Comissão Europeia decidiu não impor novas tarifas contra o biodiesel fabricado na Argentina. Pelo menos não por mais alguns meses. A ideia é ganhar tempo o aprofundar uma investigação aberta no final de janeiro para apurar a alegada prática de dumping por parte do governo argentino.
Mesmo afirmando que o biodiesel fabricado na Argentina entra no mercado europeu com preços subsidiados, a Comissão Europeia decidiu não impor novas tarifas contra o biodiesel fabricado na Argentina. Pelo menos não por mais alguns meses. A ideia é ganhar tempo o aprofundar uma investigação aberta no final de janeiro para apurar a alegada prática de dumping por parte do governo argentino.
“A conclusão preliminar da Comissão é que as importações do produto investigado vindas da Argentina para a União [Europeia] são subsidiadas e que parecem representar ameaça material à indústria”, afirma um documento da Comissão Europeia obtido pela agência de notícias Reuters. “Entretanto, a Comissão considera necessário coletar mais informações (...) para confirmar as descobertas iniciais desta investigação”, prossegue o texto.
A decisão final da investigação só deverá ser conhecida em fevereiro do ano que vem.
A decisão é um golpe contra os produtores europeus que esperavam estancar o quanto antes as exportações oriundas do país sul-americano para o mercado europeu. Apenas nos primeiros seis meses de 2018, as usinas argentinas já embarcaram 715 mil toneladas de biodiesel para países do bloco europeu faturando US$ 499,4 milhões.
Turbulências
A Argentina é o maior exportador de biodiesel do mercado global, mas vem enfrentando uma série de altos e baixos ao longo dos últimos anos.
O primeiro deles aconteceu em 2013 quando a própria UE impôs tarifas antidumping contra a Argentina que, posteriormente, seriam abolidas em resposta a uma decisão da OMC.
Mais recentemente, o país também teve seu biodiesel banido do mercado dos Estados Unidos que era, até então, seu maior comprador. A reabertura do mercado europeu se tornou uma tábua de salvação para as usinas de nossos vizinhos.
Segundo o presidente da Câmara Argentina de Biocombustíveis (Carbio), Luis Zubizarreta, os produtores estão otimistas. “Estamos muito confiantes que essa investigação terminará sem a imposição de qualquer tarifa contra a Argentina”, disse.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com