A União Europeia vai apelar de uma decisão da Organização Mundial de Comércio (OMC) que era vista como uma vitória – ao menos parcial – dos fabricantes de biodiesel da Argentina. A decisão havia sido anunciada em março passado por um painel convocado para analisar uma disputa entre nossos vizinhos e o bloco europeu relacionada ao mercado do biocombustível.
A União Europeia vai apelar de uma decisão da Organização Mundial de Comércio (OMC) que era vista como uma vitória – ao menos parcial – dos fabricantes de biodiesel da Argentina. A decisão havia sido anunciada em março passado por um painel convocado para analisar uma disputa entre nossos vizinhos e o bloco europeu relacionada ao mercado do biocombustível.
Os europeus acusam o governo argentino de usar seu sistema de tarifas de exportação para colocar seu biodiesel no mercado europeu a preços impossíveis para os fabricantes locais – prática que, em seu entender, equivaleria a dumping. Para proteger seu mercado, a UE passou a tarifar o biocombustível da Argentina no final de 2013.
Acontece que, segundo os especialistas reunidos pela OMC, a investigação conduzida na ocasião pela Comissão Europeia não respeitou as normas estabelecidas pelo órgão que regula o comércio internacional que demandou que fossem “tomadas medidas”.
Em 2012, as exportações de biodiesel da Argentina chegavam a 1,6 milhão de toneladas. Cerca de 90% desse total tinha a Europa como destino final.
Espanha
Enquanto a situação com a UE se desenrola, a Argentina obteve outra vitória – essa mais simbólica do que prática – no que diz respeito às exportações de biodiesel para a Europa. A Espanha concordou em retomar as importações do produto fabricado em sua ex-colônia.
Em maio de 2012, o governo de Madri cortou as importações de biodiesel argentino como uma retaliação à expropriação da YPF promovida pelo governo de Cristina Kirchiner. Na época, o controle da empresa pertencia à petroleira espanhola Repsol.
A liberação das importações pelo governo espanhol, no entanto, não tem qualquer impacto sobre as tarifas impostas pela UE.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
A União Europeia vai apelar de uma decisão da Organização Mundial de Comércio (OMC) que era vista como uma vitória – ao menos parcial – dos fabricantes de biodiesel da Argentina. A decisão havia sido anunciada em março passado por um painel convocado para analisar uma disputa entre nossos vizinhos e o bloco europeu relacionada ao mercado do biocombustível.
Os europeus acusam o governo argentino de usar seu sistema de tarifas de exportação para colocar seu biodiesel no mercado europeu a preços impossíveis para os fabricantes locais – prática que, em seu entender, equivaleria a dumping. Para proteger seu mercado, a UE passou a tarifar o biocombustível da Argentina no final de 2013.
Acontece que, segundo os especialistas reunidos pela OMC, a investigação conduzida na ocasião pela Comissão Europeia não respeitou as normas estabelecidas pelo órgão que regula o comércio internacional que demandou que fossem “tomadas medidas”.
Em 2012, as exportações de biodiesel da Argentina chegavam a 1,6 milhão de toneladas. Cerca de 90% desse total tinha a Europa como destino final.
Espanha
Enquanto a situação com a UE se desenrola, a Argentina obteve outra vitória – essa mais simbólica do que prática – no que diz respeito às exportações de biodiesel para a Europa. A Espanha concordou em retomar as importações do produto fabricado em sua ex-colônia.
Em maio de 2012, o governo de Madri cortou as importações de biodiesel argentino como uma retaliação à expropriação da YPF promovida pelo governo de Cristina Kirchiner. Na época, o controle da empresa pertencia à petroleira espanhola Repsol.
A liberação das importações pelo governo espanhol, no entanto, não tem qualquer impacto sobre as tarifas impostas pela UE.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com