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Política europeia de biocombustíveis custa € 10 bilhões por ano

Europa 10_bilhões_240413O novo relatório calcula que a Europa gasta anualmente € 10 bilhões em subsídios para manter sua indústria de biocombustíveis funcionando.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
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O novo relatório calcula que a Europa gasta anualmente € 10 bilhões em subsídios para manter sua indústria de biocombustíveis funcionando.

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A Europa gasta anualmente € 10 bilhões para manter sua indústria de biocombustíveis funcionando, dinheiro o suficiente para resolver os problemas financeiros de Chipre que vêm assombrando os mercados financeiros mundiais nas últimas semanas. A estimativa foi feita pelo think tank canadense International Institute for Sustainable Development (IISD) que publicou, na semana passada, o estudo “Biofuels – at what cost?” (algo como “Biocombustíveis – a qual custo?”).

De acordo com os pesquisadores, essa é a conta apenas para manter a política de mistura obrigatória em seus atuais patamares – em média, os países europeus misturam 4,5% de biocombustíveis aos fósseis. Caso a União Europeia avance em sua meta de ampliar a mistura para, pelo menos, 10% no setor de transportes até 2020, seria necessário desembolsar entre € 28,8 e € 33,1 bilhões entre 2014 e 2020.

O número foi obtido somando uma série de incentivos que os países membros da UE garantem aos fabricantes de biocombustíveis. Pelas contas da IISD, € 5,8 bilhões são gastos em isenções fiscais; já as misturas obrigatórias consomem entre € 318 e € 736 milhões no caso do etanol e entre € 3,1 e € 4,1 bilhões no caso do biodiesel. Outros € 52 milhões são gastos em pesquisas.

Os incentivos estão são considerados excessivamente elevados em relação ao faturamento anual da indústria de biocombustíveis – calculado entre € 13 e € 16 bilhões em 2011. O que indica que o setor teria dificuldades em se sustentar com as próprias pernas. Eles também são mais altos do que os investimentos feitos pela iniciativa privada de 2004 até o momento – estimados em € 6,5 bilhões.

O estudo pontua ainda que há dúvidas sobre os benefícios reais dos biocombustíveis no que diz respeito à redução dos gases de efeito estufa (GEEs). O principal culpado seriam as mudanças indiretas no uso do solo (Iluc, na sigla em inglês), pois seu impacto no balanço de carbono dos biocombustíveis se tornou um tema polêmico na Comissão Europeia.

A íntegra (em inglês) pode ser acessada aqui.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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