
A produção de biodiesel nas usinas da União Europeia está reagindo depois que o bloco começou a taxar as importações da Argentina e Indonésia.
A estratégia da União Europeia parece estar surtindo efeito. Depois de taxar as importações de biodiesel da Argentina e Indonésia em função de uma investigação para apurar denúncias feitas pelo órgão acerca de suposta prática de dumping pelos dois países, a produção interna de biodiesel nas nações que integram o bloco europeu voltou a crescer.
Segundo a consultoria alemã Oil World, as usinas locais estão reconquistando o mercado perdido para as importações. Este ano a UE importou apenas 494 milhões de litros de biodiesel da Argentina contra 1,27 bilhão nos primeiros 10 meses de 2012. "O declínio nas importações de biodiesel provocou uma recuperação na produção europeia do biocombustível, refletindo num aumento da demanda por matérias-primas, principalmente os óleos de palma e canola", disse a consultoria.
Para a Oil World, decisão da União Europeia de taxar definitivamente o biodiesel exportado pela Argentina e Indonésia deve "elevar a dependência do mercado europeu de biodiesel em relação ao óleo de canola".
Maré boa
Países fornecedores de matérias-primas para a indústria europeia de biodiesel têm saído ganhando com o aquecimento desse mercado. Até setembro, a Ucrânia já tinha enviado para seus vizinhos cerca de 472 mil toneladas de canola – um volume próximo de sua marca recorde, de 497 mil toneladas, conquistada há cinco anos. A Ucrânia está próxima de ingressar na Área de Livre Comércio do bloco europeu.
Dados da Oil World revelam ainda que, até julho, já foram importados pelos países membros da UE quase 2,5 milhões de toneladas de óleo de palma – 63% a mais do que no mesmo período em 2012. Classificada como “uso técnico” por conta de suas aplicações na indústria de biodiesel e para geração de calor, essa matéria-prima é isenta de tributação.
Historicamente terceira maior produtora de biodiesel da Europa, a Espanha também registrou um número de importações de óleo de palma recorde, com 650 mil toneladas computadas entre janeiro e agosto.
Cátia Franco – BiodieselBR.com
A estratégia da União Europeia parece estar surtindo efeito. Depois de taxar as importações de biodiesel da Argentina e Indonésia em função de uma investigação para apurar denúncias feitas pelo órgão acerca de suposta prática de dumping pelos dois países, a produção interna de biodiesel nas nações que integram o bloco europeu voltou a crescer.
Segundo a consultoria alemã Oil World, as usinas locais estão reconquistando o mercado perdido para as importações. Este ano a UE importou apenas 494 milhões de litros de biodiesel da Argentina contra 1,27 bilhão nos primeiros 10 meses de 2012. "O declínio nas importações de biodiesel provocou uma recuperação na produção europeia do biocombustível, refletindo num aumento da demanda por matérias-primas, principalmente os óleos de palma e canola", disse a consultoria.
Para a Oil World, decisão da União Europeia de taxar definitivamente o biodiesel exportado pela Argentina e Indonésia deve "elevar a dependência do mercado europeu de biodiesel em relação ao óleo de canola".
Maré boa
Países fornecedores de matérias-primas para a indústria europeia de biodiesel têm saído ganhando com o aquecimento desse mercado. Até setembro, a Ucrânia já tinha enviado para seus vizinhos cerca de 472 mil toneladas de canola – um volume próximo de sua marca recorde, de 497 mil toneladas, conquistada há cinco anos. A Ucrânia está próxima de ingressar na Área de Livre Comércio do bloco europeu.
Dados da Oil World revelam ainda que, até julho, já foram importados pelos países membros da UE quase 2,5 milhões de toneladas de óleo de palma – 63% a mais do que no mesmo período em 2012. Classificada como “uso técnico” por conta de suas aplicações na indústria de biodiesel e para geração de calor, essa matéria-prima é isenta de tributação.
Historicamente terceira maior produtora de biodiesel da Europa, a Espanha também registrou um número de importações de óleo de palma recorde, com 650 mil toneladas computadas entre janeiro e agosto.
Cátia Franco – BiodieselBR.com