
O Conselho Europeu de Biodiesel não está satisfeito com as tarifas impostas pela Comissão Europeia contra o biodiesel importado da Argentina e da Indonésia.
O Conselho Europeu de Biodiesel (EBB) – órgão que representa os fabricantes de biodiesel da União Europeia (UE) – ainda não está satisfeito com as tarifas impostas contra o biodiesel importado da Argentina e da Indonésia. Nessa última quarta-feira, a Comissão Europeia apresentou sua proposta para taxar as importações oriundas desses dois países.
A medida foi tomada em resposta a uma investigação iniciada em agosto do ano passado para averiguar se os governos indonésio e argentino estariam praticando dumping no mercado de biodiesel.
Em maio, a UE já havia taxado entre 6,8% e 10,6% as importações de biodiesel da Argentina e entre zero e 9,6% as importações da Indonésia. Entretanto, em agosto, a Comissão Europeia deu um passo atrás e decidiu revogar a punição à Indonésia, abrindo precedente para que o mesmo fosse feito em relação à Argentina.
A flexibilização da UE deixou o EBB em polvorosa. Desde então, o órgão vem pressionado a União Europeia a recrudescer as medidas contra a Argentina e Indonésia. E parece estar chegando perto de atingir seu intento.
Embora a CE não tenha dado detalhes sobre as tarifas, que passarão a ser definitivas, um comunicado o EBB antecipa valores: a Argentina foi penalizada com uma tributação entre € 215 e € 250 por tonelada de biodiesel importado e a Indonésia teve as tarifas fixadas entre € 120 e € 180 (por tonelada de biodiesel importado.
Insatisfeitos
Segundo o EBB, isso ainda não é o suficiente e a entidade vai continuar pressionando a Comissão Europeia pela adoção de tarifas mais elevadas. O órgão tem chance de ser atendido nesse pleito, já que a decisão final sobre os tributos contra a Argentina e Indonésia será conhecida somente em novembro.
Apesar do Conselho afirmar que as restrições inicialmente impostas pela UE não foram suficientes para impedir a concorrência “injusta” estabelecida pela Argentina e Indonésia, o fato é que, ao menos na Argentina, o impacto da medida está sendo significativo.
As exportações de biodiesel no país vêm caindo bruscamente. Embora não de forma tão acentuada, a produção do biocombustível também vem desacelerando.
Cátia Franco – BiodieselBR.com
O Conselho Europeu de Biodiesel (EBB) – órgão que representa os fabricantes de biodiesel da União Europeia (UE) – ainda não está satisfeito com as tarifas impostas contra o biodiesel importado da Argentina e da Indonésia. Nessa última quarta-feira, a Comissão Europeia apresentou sua proposta para taxar as importações oriundas desses dois países.
A medida foi tomada em resposta a uma investigação iniciada em agosto do ano passado para averiguar se os governos indonésio e argentino estariam praticando dumping no mercado de biodiesel.
Em maio, a UE já havia taxado entre 6,8% e 10,6% as importações de biodiesel da Argentina e entre zero e 9,6% as importações da Indonésia. Entretanto, em agosto, a Comissão Europeia deu um passo atrás e decidiu revogar a punição à Indonésia, abrindo precedente para que o mesmo fosse feito em relação à Argentina.
A flexibilização da UE deixou o EBB em polvorosa. Desde então, o órgão vem pressionado a União Europeia a recrudescer as medidas contra a Argentina e Indonésia. E parece estar chegando perto de atingir seu intento.
Embora a CE não tenha dado detalhes sobre as tarifas, que passarão a ser definitivas, um comunicado o EBB antecipa valores: a Argentina foi penalizada com uma tributação entre € 215 e € 250 por tonelada de biodiesel importado e a Indonésia teve as tarifas fixadas entre € 120 e € 180 (por tonelada de biodiesel importado.
Insatisfeitos
Segundo o EBB, isso ainda não é o suficiente e a entidade vai continuar pressionando a Comissão Europeia pela adoção de tarifas mais elevadas. O órgão tem chance de ser atendido nesse pleito, já que a decisão final sobre os tributos contra a Argentina e Indonésia será conhecida somente em novembro.
Apesar do Conselho afirmar que as restrições inicialmente impostas pela UE não foram suficientes para impedir a concorrência “injusta” estabelecida pela Argentina e Indonésia, o fato é que, ao menos na Argentina, o impacto da medida está sendo significativo.
As exportações de biodiesel no país vêm caindo bruscamente. Embora não de forma tão acentuada, a produção do biocombustível também vem desacelerando.
Cátia Franco – BiodieselBR.com