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Argentina amarga quedas na produção e exportação de biodiesel

Argentina ProdExport_100913Números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec) indicam que a exportação e produção de biodiesel na Argentina estão em queda.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec) indicam que a exportação e produção de biodiesel na Argentina estão em queda.

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Embora os fabricantes europeus continuem reclamando medidas mais duras contra as importações de biodiesel vindas da Argentina, números divulgados recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec) revelam que as exportações caíram – e muito. E isso está derrubando a produção do biocombustível no país vizinho.

Em maio, depois que a UE decidiu taxar as importações de biodiesel vindas da Argentina como resultado de uma investigação pela prática de dumping, as exportações – que já vinham num ritmo bem abaixo do que o país vinha registrando nos últimos anos – registraram uma queda histórica brutal.

Em maio, as usinas argentinas enviaram para fora apenas 7.600 toneladas de biodiesel – volume quase 12 vezes menor que o remetido no mês anterior. Vale lembrar aqui que a Europa é o principal consumidor do biodiesel argentino.

Em junho, houve uma sutil retomada com o embarque de 35 mil toneladas. Mesmo assim, esse é segundo volume mais baixo (atrás apenas do desastroso resultado de maio) no histórico compilado pelo Indec. Comparado ao mesmo período no ano passado, quando enviadas ao exterior mais de 164 mil toneladas de biodiesel, as exportações de junho último representam uma queda de 79%.

Com exceção de janeiro passado – quando foram exportadas 107,2 mil toneladas –, as exportações mensais argentinas despencaram para baixo do patamar das 100 mil toneladas, nível que o país superava com segurança desde agosto de 2010.

Produção
Embora com menor intensidade, a produção de biodiesel argentina também se ressentiu do impacto da represália europeia.

Quando a UE baixou a medida punitiva, em maio, as usinas do País refrearam a produção, que registrou o menor volume no intervalo de um ano – pouco mais de 120 mil toneladas. Essa, contudo, não chegou a ser uma queda tão brusca como ocorreu com as exportações. Em comparação ao mês anterior (abril), quando foram fabricadas cerca de 161 mil toneladas de biodiesel, a retração foi de 25%.

Embora tenha mantido a produtividade em níveis mais estáveis e com menores variações de volumes, a indústria de biodiesel argentina está em alerta. E realmente tem com que se preocupar.

Segundo os dados preliminares do Indec, em junho último, a produção de biodiesel atingiu quase 145 mil toneladas, não fugindo muito do padrão apresentado no semestre. Entretanto, comparada ao mesmo período em 2012, o volume de biodiesel fabricado caiu quase pela metade – algo que pode ser caracterizado mais como um tombo que como um simples tropeço.

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Cátia Franco – BiodieselBR.com
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