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Produção de biodiesel na Malásia em 2023 avança 9,8% e tem 2º melhor resultado

Volume de biodiesel fabricado pelas usinas do país asiático cresce pelo terceiro ano consecutivo e se aproxima de recorde de 2019

BiodieselBR.com 4 min de leitura

A indústria de biodiesel da Malásia teve seu segundo melhor ano em toda sua história. Segundo dados do Ministério das Plantações e das Commodities do país asiático, as 18 usinas malaias fabricaram um pouco menos que 1,42 milhões de m³ – alta de 9,8% sobre o volume que havia sido apurado no ano anterior.

Este foi o terceiro ano seguido de crescimento na produção de biodiesel do país que – aos poucos – vai se aproximando dos níveis pré-pandêmicos. O recorde atual pertence ainda à 2019, quando a produção nacional passou dos 1,58 milhão. Foi biodiesel o bastante para que as usinas do país atingissem ocupação média de 56%.

A Malásia conta com 18 unidades produtivas que, juntas, podem fabricar até 2,53 milhões de m³ por ano.

A indústria de biodiesel da Malásia teve seu segundo melhor ano em toda sua história. Segundo dados do Ministério das Plantações e das Commodities do país asiático, as 18 usinas malaias fabricaram um pouco menos que 1,42 milhões de m³ – alta de 9,8% sobre o volume que havia sido apurado no ano anterior.

Este foi o terceiro ano seguido de crescimento na produção de biodiesel do país que – aos poucos – vai se aproximando dos níveis pré-pandêmicos. O recorde atual pertence ainda à 2019, quando a produção nacional passou dos 1,58 milhão. Foi biodiesel o bastante para que as usinas do país atingissem ocupação média de 56%.

A Malásia conta com 18 unidades produtivas que, juntas, podem fabricar até 2,53 milhões de m³ por ano.

Líderes

Comparado aos maiores players do mercado global – Indonésia, Estados Unidos e Brasil –, a Malásia ainda está comendo poeira. Nos dois primeiros, a produção supera 13 milhões de m³ (os números dos EUA ainda não estão fechados), enquanto o Brasil fabricou 7,52 milhões de m³ no ano passado.

No entanto, pela primeira vez, a Malásia superou a produção da Argentina. O país sul-americano, que amargou uma grande quebra da safra de soja na temporada 2022/23, teve seu pior desempenho desde 2008 e viu a atividade de suas usinas cair abaixo de 1 milhão de m³.


A Malásia é segundo maior produtor de palma-de-óleo do mundo – atrás só da Indonésia – o que lhe garante a terceira colocação como maior fornecedor de óleos vegetais do mundo. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sua produção é estimada em 20,6 milhões de toneladas o que representa cerca de 9,5% do total mundial.

Para fins de comparação, a produção de óleo do Brasil no último ano foi de 11,6 milhões de toneladas.

A oferta abundante de matéria-prima levou Kuala Lumpur a investir no biodiesel. O país atualmente usa B20 como mistura nacional e tem expectativa de avançar para B30 até o final da década.

Exportações

Mas não foi bem o mercado interno o que puxou a produção de biodiesel nesse último ano. Pelas contas do governo malaio, as exportações absorveram um pouco mais da metade de todo o biodiesel fabricado no ano passado, com cerca de 720,4 milhões de m³ saindo do país.

O volume exportado supera a marca de 2019 quando os embarques ficaram em 671,4 milhões de m³.

As vendas externas de biodiesel renderam perto de 2,84 bilhões ringgits. Pela cotação do Banco Central de hoje (21), esse valor representa um pouco mais de R$ 3 bilhões.

A União Europeia (UE) foi o maior destino do biodiesel malaio em 2023, com vendas de 611,6 mil m³. Isso apesar da UE ter adotado o entendimento de que o biodiesel feito com óleo de palma não poderia ser considerado sustentável ainda me março de 2019.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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