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Malásia quer migrar para o B30 até o final da década

Segundo maior produtor de óleo de palma do mundo lançou esta semana seu plano para transição energética prevendo neutralidade em carbono até 2050

BiodieselBR.com 3 min de leitura

O governo da Malásia quer que os veículos pesados do país estejam rodando com pelo menos 30% de biodiesel até 2030. A iniciativa faz parte do Roteiro Nacional para a Transição Energética que foi divulgado nessa última quarta-feira (29), no qual Kuala Lumpur delineia o plano para que o país se torne neutro em carbono até 2050. O novo prazo adia em cinco anos a meta que havia sido divulgada no final de 2021.

Segundo maior produtor de óleo de palma do mundo com 18,4 milhões de toneladas na atual temporada agrícola, a Malásia está em meio à implementação do B20. A nova mistura deveria ter entrado em vigor em 2020, mas teve o lançamento postergado várias vezes em função da pandemia da Covid-19.

O governo da Malásia quer que os veículos pesados do país estejam rodando com pelo menos 30% de biodiesel até 2030. A iniciativa faz parte do Roteiro Nacional para a Transição Energética que foi divulgado nessa última quarta-feira (29), no qual Kuala Lumpur delineia o plano para que o país se torne neutro em carbono até 2050. O novo prazo adia em cinco anos a meta que havia sido divulgada no final de 2021.

Segundo maior produtor de óleo de palma do mundo com 18,4 milhões de toneladas na atual temporada agrícola, a Malásia está em meio à implementação do B20. A nova mistura deveria ter entrado em vigor em 2020, mas teve o lançamento postergado várias vezes em função da pandemia da Covid-19.

O governo maláio quer, antes de avançar com a mistura, fazer uma revisão de seu programa de biodiesel e atingir uma capacidade produtiva equivalente a 3,5 milhões de m³. Hoje, o país conta com 18 unidades produtivas ativas que podem fabricar 2,62 milhões de m³. Outra meta é a implementação de uma rede de nacional de coleta de óleos e gorduras residuais (OGRs) que poderia recolher 240 mil toneladas anuais de óleo de cozinha usado.

Aviação sustentável

Além de reforçar o mercado de biodiesel, a Malásia também pretende estabelecer um programa de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) com a introdução de um mandato de 1% e um cronograma para avançar até 47% em 2050.

Nesse front, o governo maláio está trabalhando com o Conselho Maláio da Palma-de-Óleo (MPOB, na sigla em inglês) para viabilizar a instalação de biorrefinarias capazes de fabricar SAF e diesel verde.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações da Argus

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