Segundo dados do governo dos Estados Unidos, o país asiático assumiu a segunda colocação como maior produtor mundial de biodiesel
O Brasil não é mais o segundo produtor de biodiesel do mundo. De acordo com dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o posto foi tomado pela Indonésia. No ano passado, as usinas do país asiático fabricaram cerca de 5,6 bilhões de litros de biodiesel superando em 250 milhões de litros – margem de 4,7% – a produção brasileira no período.
O Brasil não é mais o segundo produtor de biodiesel do mundo. De acordo com dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o posto foi tomado pela Indonésia. No ano passado, as usinas do país asiático fabricaram cerca de 5,6 bilhões de litros de biodiesel superando em 250 milhões de litros – margem de 4,7% – a produção brasileira no período.
E é bem possível que a Indonésia encerre 2019 já como o novo líder do mercado. A projeção do USDA para a produção neste ano é de 8 bilhões de litros, um pouco acima dos 7,9 bilhões de litros que a Agência de Proteção Ambiental (EPA) fixou como meta para o mercado norte-americano.
Saída para o óleo
Graças à sua liderança no cultivo de palma-de-óleo, a Indonésia se tornou o maior produtor de óleos vegetais do mundo, respondendo sozinho por praticamente um quarto volume global. Na temporada agrícola passada foram quase 45,1 milhões de toneladas.
Com as cotações dos óleos vegetais em níveis historicamente baixos, a Indonésia vem aumentando suas apostas na produção de biodiesel como uma saída para dar mais sustentação aos preços do produto e cortar as importações de petróleo.
Há cerca de três anos definiu o B20 como mistura obrigatória e vem se preparando para a adoção do B30 a partir de janeiro de 2020. Em meados deste mês, o governo informou que a nova mistura havia apresentado desempenho satisfatório em testes para o uso em baixas temperaturas, uma das principais barreiras técnicas.
Complicações de mercado
Nem sempre as determinações de Jacarta são seguidas à risca. Embora o B20 esteja valendo desde o começo de 2016, vai ser apenas em 2019 que o mercado deverá passar a atingir efetivamente esse nível de mistura. Em 2018, o biodiesel representou menos de 12,7% do diesel rodoviário consumido na Indonésia.
Também há boas chance de complicações em outra frente importante do mercado. A Indonésia é uma grande exportadora de biodiesel. No ano passado, o mercado exportador escoou perto de um terço do biodiesel fabricado pelas usinas indonésias. Foram perto de 1,8 bilhão de litros.
O USDA espera que esse volume se repita este ano. No entanto, cerca de uma semana atrás, a Comissão Europeia passou a tarifar o biodiesel da Indonésia em até 18%, o que poderá afetar os resultados.
No passado, barreiras impostas pela UE derrubaram as exportações com efeitos relevantes na produção.
Composição do ranking
Os Estados Unidos seguem isolados no primeiro lugar do ranking global com uma produção pouco maior que 7 bilhões de litros.
Tomada como um todo, a União Europeia (UE) fabricou 14,4 bilhões de litros diesel renovável – entre biodiesel e óleo vegetal hidrotratado (HVO) – em 2018. Individualmente, contudo, os países-membros do bloco europeu estão longe do grupo de elite. Em 2018, a Alemanha tem o maior volume de produção com 3 bilhões de litros em 2018.
A Argentina que, há poucos anos disputava um lugar no pódio com o Brasil, teve um 2018 particularmente fraco e fabricou apenas 2,6 bilhões de litros.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com