Unidade industrial teria como foco a produção de bioquerosene e combustíveis renováveis para o setor naval
O governo do Panamá está se preparando para fazer uma aposta pesada no mercado de biocombustíveis. Segundo informações da Reuters, o país da América Central tem planos para construir uma megabiorrefinaria em seu território. Os primeiros anúncios dão conta de que planta teria capacidade para fabricar cerca de 9,85 milhões de m³ de biocombustíveis avançados por ano. A meta é que a unidade se torne operacional até o final de 2026.
É uma unidade industrial tão grande que ela – sozinha – seria cerca de 3 vezes maior do que todo o atual parque industrial norte-americano. De acordo com os dados mais recentes da Administração de Informação de Energia (EIA), os Estados Unidos contam com 6 biorrefinarias ativas cuja capacidade produtiva total beira 3 milhões de m³.
Para dar uma ideia, indústria brasileira de biodiesel levou pelo menos 15 anos para atingir toda essa capacidade produtiva.
O governo do Panamá está se preparando para fazer uma aposta pesada no mercado de biocombustíveis. Segundo informações da Reuters, o país da América Central tem planos para construir uma megabiorrefinaria em seu território. Os primeiros anúncios dão conta de que planta teria capacidade para fabricar cerca de 9,85 milhões de m³ de biocombustíveis avançados por ano. A meta é que a unidade se torne operacional até o final de 2026.
É uma unidade industrial tão grande que ela – sozinha – seria cerca de 3 vezes maior do que todo o atual parque industrial norte-americano. De acordo com os dados mais recentes da Administração de Informação de Energia (EIA), os Estados Unidos contam com 6 biorrefinarias ativas cuja capacidade produtiva total beira 3 milhões de m³.
Para dar uma ideia, indústria brasileira de biodiesel levou pelo menos 15 anos para atingir toda essa capacidade produtiva.
Cidade Dourada
Batizada de Ciudad Dorada (Cidade Dourada, em tradução direta), o projeto teria como foco a produção de bioquerosene de aviação e combustíveis renováveis para a indústria de navegação. De acordo com estimativas da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA, na sigla em inglês), para cumprir suas metas de redução de emissões setor de aviação deverá passar a demanda 8 milhões de m³ a partir de 2025.
A expectativa é que esse volume cresça rapidamente até atingir 450 milhões de m³ por volta de 2050.
Segundo comunicado divulgado na conta de Twitter oficial da Presidência do Panamá, o complexo vai reaproveitar parte da infraestrutura de exportação de combustíveis fósseis que o país já possui para fornecer biocombustíveis em nível global. Embora não seja um produtor de combustíveis fósseis, o país é um hub global de distribuição de produtos por meio do Canal do Panamá e do oleoduto Trans-Panamá conectando os oceanos Pacífico e Atlântico.
Parques de tancagem que hoje são dedicados ao armazenamento de bunker marítimo nas cidades de Colon (costa do Atlântico) e Balboa (costa do Pacífico) serão adaptados para a nova finalidade. “Apenas adaptando o que já tempo vamos conseguir atingir a escala necessária para suprir a demanda global nesse processo de transição de forma aceitável”, disse à Reuters Randy Letang, CEO da SGP BioEnergy – empresa norte-americana que faz parte do projeto.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com