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Exportações de biodiesel da China para a UE registram salto em 2017

Mesmo sem ter um mercado interno de biodiesel dos mais desenvolvidos, o país asiático vem exportando volumes expressivos de biodiesel e OGRs para a UE
BiodieselBR.com 2 min de leitura
Apesar de todo potencial de seu enorme mercado interno e poderio industrial, a China nunca passou de um player de segundo escalão no mercado global de biodiesel. Algo, no entanto, pode estar mudando nessa situação. Segundo a Argus – agência de notícias especializada em energia e commodities – o país asiático vem exportando quantidades significativas de biodiesel e de óleos e gorduras recuperados (OGRs) com destino ao mercado europeu.

Apesar de todo potencial de seu enorme mercado interno e poderio industrial, a China nunca passou de um player de segundo escalão no mercado global de biodiesel. Algo, no entanto, pode estar mudando nessa situação. Segundo a Argus – agência de notícias especializada em energia e commodities – o país asiático vem exportando quantidades significativas de biodiesel e de óleos e gorduras recuperados (OGRs) com destino ao mercado europeu.

De acordo com a agência entre janeiro e outubro do ano passado, mais de 150 mil toneladas de biodiesel fabricado a partir de OGRs – basicamente óleo de cozinha usado – foram embarcados a partir do porto de Xangai com destino à países da Europa. Em 2016, o volume havia sido de 36 mil toneladas – um salto de impressionantes 315% em somente um ano.

Essa escalada fica ainda mais surpreendente quando se considera que, em 2015, os embarques haviam sido de parca 8 mil toneladas.

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E não é só o biodiesel chinês que vem interessando os europeus. As exportações de matérias-primas brutas também dispararam.

Nos primeiros 10 meses do ano passado, mais de 42 mil toneladas OGRs. Esse é um salto de 500% sobre o volume registrado em 2016.

Esse crescimento vem sendo puxado por mudanças nas regras adotadas pelos países da UE no sentido de reduzir o consumo de biocombustíveis de primeira geração – fabricados a partir de commodities alimentares – para, em seu lugar, incentivar a produção de biocombustíveis de segunda geração produzidos a partir de matérias-primas residuais.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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