África pode ter mercado para 3 bi litros de biodiesel até 2030, diz Irena
Um novo relatório elaborado pela Irena aponta que os países da África têm potencial para mais do que quadruplicar o uso de renováveis.
BiodieselBR.com ··3 min de leitura
Texto
De acordo com um novo relatório elaborado pela Agência Internacional de Energia Renovável (Irena), os países africanos têm potencial para dar um salto no setor de energias renováveis. Segundo a organização, em 15 anos seria possível mais do que quadruplicar a parcela das energias renováveis dos atuais 5% para 22% do consumo final. Batizado de “África 2030: mapa para um futuro de energia renovável” (numa tradução aproximada), o relatório mapeia o potencial de oferta de energias renováveis modernas – sem considerar o uso tradicional de biomassa como lenha – no continente.
De acordo com um novo relatório elaborado pela Agência Internacional de Energia Renovável (Irena), os países africanos têm potencial para dar um salto no setor de energias renováveis. Segundo a organização, em 15 anos seria possível mais do que quadruplicar a parcela das energias renováveis dos atuais 5% para 22% do consumo final. Batizado de “África 2030: mapa para um futuro de energia renovável” (numa tradução aproximada), o relatório mapeia o potencial de oferta de energias renováveis modernas – sem considerar o uso tradicional de biomassa como lenha – no continente.
Dentro dessa transformação da matriz energética africana, o biodiesel deverá contribuir com um potencial de oferta equivalente a 3 bilhões de litros ao ano.
Elaborado em parceria com o Laboratório Nacional Lawrence Berkeley nos Estados Unidos, o mapa considera que as fontes renováveis podem se multiplicar por um fator de 9 vezes no período projetado. De 1,1 exajoules (EJ) para 9,6 EJ/a ano – o equivalente à queima de aproximadamente 340 milhões de toneladas de carvão mineral.
Boa parte desse crescimento deve acontecer ocupando espaços que, hoje, pertencem à biomassa tradicional – como a lenha e carvão vegetal que ainda são amplamente usadas nos países africanos – que recuará dos atuais 11,8 EJ/a para 3,4 EJ/a.
Financiar essa transformação deverá consumir aproximadamente US$ 70 bilhões por ano em investimentos.
Biocombustíveis
Os biocombustíveis deverão representar cerca de 2% da oferta total de energia renovável – pouco mais 0,2 EJ/a. Pode não ser uma grande parcela, mas, considerando que, hoje, a participação dos biocombustíveis é praticamente nula, esse é um crescimento robusto.
O etanol responderá pela maior parte desse volume. Somando a demanda no setor de transportes e como combustíveis doméstico, serão pouco mais de 0,2 EJ/a ou o equivalente a cerca de 9,5 bilhões de litros por ano.
Já o biodiesel responderá por 0,1 EJ/a entre mercado de transportes e usos industriais o que cria uma demanda de 3 bilhões de litros ao ano.
Boa parte dessa oferta virá de um grupo de 12 países no Sul do continente. Eles concentrarão pouco mais de 40% da capacidade produtiva continental com 1,2 bilhão de litros anuais.
A África Central (23%), Oriental (21%) e Central (14%) completam o quadro da oferta. Os sete países ao norte do continente não terão produção de biodiesel.
O relatório da Irena pode ser baixado na íntegra (em inglês) clicando aqui.