Este foi o primeiro resultado anual negativo para as usinas de biodiesel norte-americanas desde 2015
O ano de 2019 não vai deixar muitas saudades entre os fabricantes de biodiesel dos Estados Unidos. O setor saiu de um recorde histórico para sua maior contração anual. Segundo dados divulgados pela Administração de Informação sobre Energia (EIA), a produção das usinas norte-americanas fechou o ano passado um pouco abaixo de 6,53 bilhões de litros.
Esse volume é cerca de 7% menor do que o de 2018. No ano anterior, a produção havia passado dos 7 bilhões de litros pela primeira vez desde que o governo norte-americano começou a contabilizar quanto biodiesel sai das usinas.
O ano de 2019 não vai deixar muitas saudades entre os fabricantes de biodiesel dos Estados Unidos. O setor saiu de um recorde histórico para sua maior contração anual. Segundo dados divulgados pela Administração de Informação sobre Energia (EIA), a produção das usinas norte-americanas fechou o ano passado um pouco abaixo de 6,53 bilhões de litros.
Esse volume é cerca de 7% menor do que o de 2018. No ano anterior, a produção havia passado dos 7 bilhões de litros pela primeira vez desde que o governo norte-americano começou a contabilizar quanto biodiesel sai das usinas.
Antes, a maior contração entre um ano e outro tinha sido de 2013 para 2014, quando a produção ficou 6,5% menor.
Perda de gás
O ano passado não começou mal. Nos primeiros quatro meses do ano, o nível de atividade dos fabricantes registrava crescimento de 4,4% sobre o mesmo período do ano anterior. No final do primeiro semestre, contudo, a setor começou a dar sinais de que a desaceleração se aprofundaria depois do mês de julho.
Ao longo de todo o segundo semestre de 2019, a produção de biodiesel dos Estados Unidos manteve – mês a mês – uma clara tendência de contração. Em dezembro, a produção foi de 503,4 milhões de litros de biodiesel, a menor dos últimos três anos.
A queda na produção corresponde a uma retração real na demanda por biodiesel. Os dados da EIA mostram que petroleiras norte-americanas consumiram 6,91 bilhões de litros de biodiesel em 2019, 6,6% abaixo do patamar de 2018.
O nível de adição de biodiesel ao óleo diesel consumido nos EUA ficou em 2,9% contra 3,1% do ano anterior.
Os motoristas norte-americanos estão consumindo menos diesel. Em 2019, as vendas do derivado foram de 236,9 bilhões de litros, 1,2% menores.
Importação estabilizadas
Além da queda na demanda, a substituição de importações deixou de ser um fator positivo para as usinas dos Estados Unidos como aconteceu entre 2017 e 2018.
Em agosto de 2017, o Departamento de Comércio dos EUA passou a tarifar as importações de biodiesel da Argentina e Indonésia. Isso fez com que o volume de biodiesel estrangeiro desembarcado no país passasse de 2,62 bilhões de litros em 2016 para apenas 622 milhões de litros em 2018.
Em 2019, as importações se estabilizaram encerrando o ano em 636,2 milhões de litros.
Aproximação
A derrapada nos Estados Unidos permitiu que o Brasil se aproximasse do atual líder do mercado global de biodiesel.
Em 2019, a produção brasileira passou dos 5,9 bilhões de litros. Embora a diferença de 628 milhões de litros ainda seja substancial, nunca antes as usinas brasileiras haviam se aproximado tanto das concorrentes norte-americanas.
No geral, a produção nacional representou 90,4% da apurada nos EUA. Antes disso, o melhor resultado havia sido registrado em 2015 quando a diferença entre os dois países ficou em 18%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com