Dados da EIA indicam que a produção das usinas norte-americanas até o terceiro trimestre já supera a marca dos 4,35 bilhões de litros.
A produção de biodiesel dos Estados Unidos tem tudo para fechar 2017 com um novo recorde. Segundo dados oficiais divulgados pela Administração de Informação em Energia (EIA, na sigla em inglês) do governo norte-americano, a produção no terceiro trimestre deste ano (3T) superou 1,68 bilhão de litros – esse é o maior volume de biodiesel fabricado num único trimestre desde o início da série histórica em 2012.
A produção de biodiesel dos Estados Unidos tem tudo para fechar 2017 com um novo recorde. Segundo dados oficiais divulgados pela Administração de Informação em Energia (EIA, na sigla em inglês) do governo norte-americano, a produção no terceiro trimestre deste ano (3T) superou 1,68 bilhão de litros – esse é o maior volume de biodiesel fabricado num único trimestre desde o início da série histórica em 2012.
O mais perto que a indústria dos EUA chegou foi no 4T do ano passado quando a produção beirou os 1,62 bilhão de litros.
Graças ao bom desempenho entre os meses de julho e setembro, a produção anual conseguiu desfazer a desvantagem inicial em relação à 2016. No fechamento do primeiro semestre havia uma contração de 2,1% no volume de biodiesel que as usinas norte-americanas haviam colocado no mercado.
Agora, 2017 está com 1,1% de vantagem – cerca de 50 milhões de litros – em relação ao ano anterior. Até agora, as 99 usinas que se encontravam em atividade no país até o mês de setembro já haviam colocado no mercado pouco mais de 4,35 bilhões de litros.
Menos importação
Essa aceleração vem antes mesmo que os efeitos das barreiras impostas à entrada do biodiesel fabricado na Argentina e na Indonésia tivessem tempo de fazer efeito. Embora as tarifas antidumping tenham sido anunciadas em agosto, foi apenas em setembro que os primeiros resultados apareceram.
O volume de biodiesel a entrar no país despencou 87% em somente um mês – de 251,5 milhões de litros em agosto para menos de 32,6 em setembro. Esse foi a menor quantidade mensal de biodiesel importado pelo mercado norte-americano desde abril de 2014.
Com menos competição vinda de fora, a expectativa dos fabricantes é que o espaço seja preenchido com o aumento da produção local.
Manutenção
Outra sombra que saiu do caminho da indústria de biodiesel foi a ameaça de um possível corte nas metas de adição de biocombustíveis nos combustíveis fósseis que vinha sendo sinalizada pela Agência de Proteção Ambiental (EPA). A ameaça pegou mal entre políticos do Partido Republicano – o mesmo do presidente Donald Trump – ligados ao agronegócio e aos estados fabricantes de biocombustíveis.
A reação acabou levando a Casa Branca a ordenar um recuo de qualquer ideia de reduzir as metas para o próximo ano.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
A produção de biodiesel dos Estados Unidos tem tudo para fechar 2017 com um novo recorde. Segundo dados oficiais divulgados pela Administração de Informação em Energia (EIA, na sigla em inglês) do governo norte-americano, a produção no terceiro trimestre deste ano (3T) superou 1,68 bilhão de litros – esse é o maior volume de biodiesel fabricado num único trimestre desde o início da série histórica em 2012.
O mais perto que a indústria dos EUA chegou foi no 4T do ano passado quando a produção beirou os 1,62 bilhão de litros.
Graças ao bom desempenho entre os meses de julho e setembro, a produção anual conseguiu desfazer a desvantagem inicial em relação à 2016. No fechamento do primeiro semestre havia uma contração de 2,1% no volume de biodiesel que as usinas norte-americanas haviam colocado no mercado.
Agora, 2017 está com 1,1% de vantagem – cerca de 50 milhões de litros – em relação ao ano anterior. Até agora, as 99 usinas que se encontravam em atividade no país até o mês de setembro já haviam colocado no mercado pouco mais de 4,35 bilhões de litros.
Menos importação
Essa aceleração vem antes mesmo que os efeitos das barreiras impostas à entrada do biodiesel fabricado na Argentina e na Indonésia tivessem tempo de fazer efeito. Embora as tarifas antidumping tenham sido anunciadas em agosto, foi apenas em setembro que os primeiros resultados apareceram.
O volume de biodiesel a entrar no país despencou 87% em somente um mês – de 251,5 milhões de litros em agosto para menos de 32,6 em setembro. Esse foi a menor quantidade mensal de biodiesel importado pelo mercado norte-americano desde abril de 2014.
Com menos competição vinda de fora, a expectativa dos fabricantes é que o espaço seja preenchido com o aumento da produção local.
Manutenção
Outra sombra que saiu do caminho da indústria de biodiesel foi a ameaça de um possível corte nas metas de adição de biocombustíveis nos combustíveis fósseis que vinha sendo sinalizada pela Agência de Proteção Ambiental (EPA). A ameaça pegou mal entre políticos do Partido Republicano – o mesmo do presidente Donald Trump – ligados ao agronegócio e aos estados fabricantes de biocombustíveis.
A reação acabou levando a Casa Branca a ordenar um recuo de qualquer ideia de reduzir as metas para o próximo ano.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com