As usinas dos EUA bateram seu recorde de produção em 2016. Em relação ao recorde anterior o volume fabricado avançou 15,3%.
As usinas dos Estados Unidos não têm do que reclamar do desempenho do ano mercado de biodiesel do passado. Em 2016, o país encerrou um jejum que já durava dois anos voltou a bater seus recordes de produção e demanda de biodiesel. Ao todo, foram fabricados aproximadamente 5,93 e consumidos 6,31 bilhões de litros de biodiesel. As informações foram atualizadas pela Administração de Informação em Energia (EIA).
As usinas dos Estados Unidos não têm do que reclamar do desempenho do ano mercado de biodiesel do passado. Em 2016, o país encerrou um jejum que já durava dois anos voltou a bater seus recordes de produção e demanda de biodiesel. Ao todo, foram fabricados aproximadamente 5,93 e consumidos 6,31 bilhões de litros de biodiesel. As informações foram atualizadas pela Administração de Informação em Energia (EIA).
Segundo a EIA, a indústria deu um verdadeiro salto entre 2015 e 2016. Tivemos um avanço de 23,4% na produção e de 25,2% no consumo. Para fins de comparação, nesse mesmo período, a produção brasileira apresentou seu primeiro recuo anual desde o lançamento do PNPB e encerrou 2016 com 3,8 bilhões de litros fabricados – 3,4% menos que em 2015.
Ou seja, a produção brasileira representou 66,4% da produção dos Estados Unidos em 2016. Um ano antes essa relação era de 79,1%.
Base fraca
O problema é que essa comparação está sendo feita sobre base relativamente fraca. A verdade é que o ano de 2015 não foi sido um dos melhores anos para a indústria dos Estados Unidos e ficou praticamente estagnada em relação ao patamar de 2014.
Nesses dois anos, o segmento teve que se virar com condições de mercado pouco favoráveis em função da pela prolongada novela em que a definição das metas de biocombustíveis pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos se converteu e pela indecisão do Senado sobre a manutenção de incentivos fiscais concedidos à mistura de biodiesel.
O último ano realmente bom para a indústria de biodiesel dos EUA foi 2013 quando a produção ficou em 5,14 bilhões de litros e o consumo totalizou 5,94 bilhões de litros. Na comparação com 2016 temos, portanto, um crescimento de impressionantes 15,3% na primeira categoria e de respeitáveis 6,2% na segunda.
Comércio exterior
O mercado dos EUA esteve tão aquecido que garantiu que 2016 fosse um ano recorde também para a Argentina.
Isso porque os norte-americanos mais do que dobraram o volume de biodiesel importado em 2016. Foram 2,62 bilhões de litros no ano passado contra 1,26 em 2015. Desse total, a Argentina representou cerca de 1,68 bilhão de litros, o que rendeu – segundo números de responsabilidade do governo argentino – aproximadamente US$ 1 bilhão às usinas de nossos vizinhos.
Indonésia e Canadá completam o ranking dos principais fornecedores de biodiesel para o mercado dos Estados Unidos com, respectivamente, 385,2 e 371,3 milhões de litros cada um.
Exportações
Enquanto em outras frentes, o mercado de biodiesel dos EUA avança, as exportações permaneceram praticamente estáveis. Foram embarcados para fora dos Estados Unidos 332,6 milhões de litros do biocombustível praticamente repetindo a performance de 2015 – a variação aconteceu apenas depois da vírgula.
Esse é o terceiro ano seguido em que as exportações ficam nessa mesma faixa. Em 2013, as usinas embarcaram 743,3 milhões de litros.
Curiosamente, o Canadá foi o maior parceiro dos Estados Unidos recebendo 261 milhões de litros. Com isso, o balanço fica favorável para os canadenses em menos de 110 milhões de litros.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
As usinas dos Estados Unidos não têm do que reclamar do desempenho do ano mercado de biodiesel do passado. Em 2016, o país encerrou um jejum que já durava dois anos voltou a bater seus recordes de produção e demanda de biodiesel. Ao todo, foram fabricados aproximadamente 5,93 e consumidos 6,31 bilhões de litros de biodiesel. As informações foram atualizadas pela Administração de Informação em Energia (EIA).
Segundo a EIA, a indústria deu um verdadeiro salto entre 2015 e 2016. Tivemos um avanço de 23,4% na produção e de 25,2% no consumo. Para fins de comparação, nesse mesmo período, a produção brasileira apresentou seu primeiro recuo anual desde o lançamento do PNPB e encerrou 2016 com 3,8 bilhões de litros fabricados – 3,4% menos que em 2015.
Ou seja, a produção brasileira representou 66,4% da produção dos Estados Unidos em 2016. Um ano antes essa relação era de 79,1%.
Base fraca
O problema é que essa comparação está sendo feita sobre base relativamente fraca. A verdade é que o ano de 2015 não foi sido um dos melhores anos para a indústria dos Estados Unidos e ficou praticamente estagnada em relação ao patamar de 2014.
Nesses dois anos, o segmento teve que se virar com condições de mercado pouco favoráveis em função da pela prolongada novela em que a definição das metas de biocombustíveis pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos se converteu e pela indecisão do Senado sobre a manutenção de incentivos fiscais concedidos à mistura de biodiesel.
O último ano realmente bom para a indústria de biodiesel dos EUA foi 2013 quando a produção ficou em 5,14 bilhões de litros e o consumo totalizou 5,94 bilhões de litros. Na comparação com 2016 temos, portanto, um crescimento de impressionantes 15,3% na primeira categoria e de respeitáveis 6,2% na segunda.
Comércio exterior
O mercado dos EUA esteve tão aquecido que garantiu que 2016 fosse um ano recorde também para a Argentina.
Isso porque os norte-americanos mais do que dobraram o volume de biodiesel importado em 2016. Foram 2,62 bilhões de litros no ano passado contra 1,26 em 2015. Desse total, a Argentina representou cerca de 1,68 bilhão de litros, o que rendeu – segundo números de responsabilidade do governo argentino – aproximadamente US$ 1 bilhão às usinas de nossos vizinhos.
Indonésia e Canadá completam o ranking dos principais fornecedores de biodiesel para o mercado dos Estados Unidos com, respectivamente, 385,2 e 371,3 milhões de litros cada um.
Exportações
Enquanto em outras frentes, o mercado de biodiesel dos EUA avança, as exportações permaneceram praticamente estáveis. Foram embarcados para fora dos Estados Unidos 332,6 milhões de litros do biocombustível praticamente repetindo a performance de 2015 – a variação aconteceu apenas depois da vírgula.
Esse é o terceiro ano seguido em que as exportações ficam nessa mesma faixa. Em 2013, as usinas embarcaram 743,3 milhões de litros.
Curiosamente, o Canadá foi o maior parceiro dos Estados Unidos recebendo 261 milhões de litros. Com isso, o balanço fica favorável para os canadenses em menos de 110 milhões de litros.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com