Dados recém-divulgados pela Administração de Informação em Energia do governo dos Estados Unidos mostram que a produção de biodiesel no país ficou praticamente estagnada no ano passado. Em 2015, as usinas norte-americanas despejaram praticamente 4,79 bilhões de litros no mercado – em torno de 10 milhões de litros a menos do que em 2014.
Dados recém-divulgados pela Administração de Informação em Energia do governo dos Estados Unidos mostram que a produção de biodiesel no país ficou praticamente estagnada no ano passado. Em 2015, as usinas norte-americanas despejaram praticamente 4,79 bilhões de litros no mercado – em torno de 10 milhões de litros a menos do que em 2014.
Em relação à 2013 – ano que detém o recorde de produção para a indústria norte-americana –, o recuo é de 6,8%.
Esses novos – e decepcionantes – números entram em conflito diretor com os dados que haviam sido divulgados em janeiro pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos. A EPA pintava um quadro de euforia para o ano passado, com a produção de 2015 voltando a níveis muito próximos aos de 2013.
Já as contas da EIA mostram um mercado bem mais morno.
A diferença se explica porque a EPA computa como produção todo biocombustíveis que atendem às regras estabelecidas pelo governo dos EUA para a geração de Renewable Indentification Number (RINs) – um tipo de crédito que pode ser comercializado de forma independente a vendas física do biocombustível.
Como parte dos biocombustíveis importados geram RINs, os dados da EPA acabam artificialmente inchados.
Importação
O que os números da EIA mostram é que a produção de biodiesel das usinas norte-americanas começou mal o ano e até ensaiou uma recuperação a partir do segundo trimestre [veja gráfico]. No entanto, essa reação perdeu fôlego a partir de setembro.
Enquanto a produção estancava, as importações de biodiesel dispararam. Ao longo de 2015, pouco mais de 1,26 bilhão de litros de biodiesel importado entraram nos Estados Unidos. Isso representa um salto de 57% sobre as importações de 2014.
Já as exportações norte-americanas ficaram em 332,7 milhões de litros, crescimento de aproximadamente 6% em relação ao resultado de 2014.
Com o aumento de importações, a produção local encolheu. Os Estados Unidos encerraram o ano com 94 usinas em operação e uma capacidade instalada para fabricar 7,64 bilhões de litros por ano.
Em dezembro de 2014, a capacidade da indústria superava os 8 bilhões de litros.
Ranking
Os novos números para o mercado norte-americano mostram que os três maiores produtores de biodiesel do mundo, apenas o mercado brasileiro teve variação positiva em 2015.
Na Argentina a queda no volume fabricado foi de 30%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Dados recém-divulgados pela Administração de Informação em Energia do governo dos Estados Unidos mostram que a produção de biodiesel no país ficou praticamente estagnada no ano passado. Em 2015, as usinas norte-americanas despejaram praticamente 4,79 bilhões de litros no mercado – em torno de 10 milhões de litros a menos do que em 2014.
Em relação à 2013 – ano que detém o recorde de produção para a indústria norte-americana –, o recuo é de 6,8%.
Esses novos – e decepcionantes – números entram em conflito diretor com os dados que haviam sido divulgados em janeiro pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos. A EPA pintava um quadro de euforia para o ano passado, com a produção de 2015 voltando a níveis muito próximos aos de 2013.
Já as contas da EIA mostram um mercado bem mais morno.
A diferença se explica porque a EPA computa como produção todo biocombustíveis que atendem às regras estabelecidas pelo governo dos EUA para a geração de Renewable Indentification Number (RINs) – um tipo de crédito que pode ser comercializado de forma independente a vendas física do biocombustível.
Como parte dos biocombustíveis importados geram RINs, os dados da EPA acabam artificialmente inchados.
Importação
O que os números da EIA mostram é que a produção de biodiesel das usinas norte-americanas começou mal o ano e até ensaiou uma recuperação a partir do segundo trimestre [veja gráfico]. No entanto, essa reação perdeu fôlego a partir de setembro.
Enquanto a produção estancava, as importações de biodiesel dispararam. Ao longo de 2015, pouco mais de 1,26 bilhão de litros de biodiesel importado entraram nos Estados Unidos. Isso representa um salto de 57% sobre as importações de 2014.
Já as exportações norte-americanas ficaram em 332,7 milhões de litros, crescimento de aproximadamente 6% em relação ao resultado de 2014.
Com o aumento de importações, a produção local encolheu. Os Estados Unidos encerraram o ano com 94 usinas em operação e uma capacidade instalada para fabricar 7,64 bilhões de litros por ano.
Em dezembro de 2014, a capacidade da indústria superava os 8 bilhões de litros.
Ranking
Os novos números para o mercado norte-americano mostram que os três maiores produtores de biodiesel do mundo, apenas o mercado brasileiro teve variação positiva em 2015.
Na Argentina a queda no volume fabricado foi de 30%.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com