Está confirmado: o ano de 2016 vai mesmo deixar saudades entre os fabricantes de biodiesel da Argentina. Fechados os números oficiais do Ministério de Energia e Mineração – o equivalente deles para nosso MME – a indústria do pais vizinho bateu recorde em duas de três de suas estatísticas principais. Na produção e no consumo no mercado interno, o ano passado foi o melhor desde que o histórico foi iniciado em 2008. E mesmo no mercado exportador, faltou muito pouco para que 2016 igualasse a marca de 2011.
Está confirmado: o ano de 2016 vai mesmo deixar saudades entre os fabricantes de biodiesel da Argentina. Fechados os números oficiais do Ministério de Energia e Mineração – o equivalente deles para nosso MME – a indústria do pais vizinho bateu recorde em duas de três de suas estatísticas principais. Na produção e no consumo no mercado interno, o ano passado foi o melhor desde que o histórico foi iniciado em 2008. E mesmo no mercado exportador, faltou muito pouco para que 2016 igualasse a marca de 2011.
Ao todo, as usinas argentinas fabricaram 2,65 milhões de toneladas de biodiesel. Esse é um salto de 46,9% sobre resultado de 2015 – embora seja preciso reconhecer que a comparação se dá sobre uma base particularmente mirrada.
Na comparação com o antigo detentor da primeira colocação do pódio, o resultado de 2016 soa menos excitante. Foram módicos 2,9% de crescimento. Em 2014, a produção havia sido pouco superior a 2,58 milhões de litros.
Altos e baixos
A alternância entre anos bons e anos ruins, aliás, tem sido uma constante para a indústria do país vizinho. Esse mesmo roteiro já vem se repetindo desde 2012. Tudo por conta das mudanças repentinas no humor no mercado internacional – que é para onde a Argentina destina a maior parte do biodiesel que fabrica.
Em 2016, as exportações totalizaram 1,62 milhão de toneladas e renderam ao país US$ 1,17 bilhão. Isso é mais do que o dobro – alta de 106,3% no volume e de 141,6% no faturamento – sobre o resultado de 2015. Ficaram faltando apenas 55,6 mil toneladas para que o volume exportado empatasse com o de 2011 – ano no qual a Argentina embarcou mais de 1,68 milhão de toneladas de biodiesel.
No faturamento, entretanto, a distância ficou um pouco maior. Foram US$ 68,5 milhões ou 5,5% menos do que que o recorde de 2014 (os dados sobre do governo da Argentina sobre faturamento com as exportações de biodiesel não contabilizam anos anteriores a 2012) quando as exportações somaram US$ 1,24 bilhão.
Em média, as usinas argentinas receberam US$ 723 por cada tonelada de biodiesel exportada. O valor é 17,1% superior à média de 2015, mas ainda ficou abaixo de todos os anos anteriores.
Estados Unidos
Os números de 2016 revelam uma mudança drástica no perfil das exportações da Argentina com os Estados Unidos assumindo um papel central.
Sozinhos, os EUA representaram 1,47 milhão de toneladas e pouco mais de US$ 1 bilhão das exportações de biodiesel argentinas. A demanda norte-americana absorveu pouco mais de 55,4% da produção das usinas. Em 2014, as exportações da argentina chegavam a 12 países diferentes.
Essa dependência sinaliza que esse renascimento pode ter vida curta. Com a chegada da Donald Trump à Casa Branca, aumentam as dúvidas tanto sobre o que o futuro sobre a política de biocombustíveis do governo norte-americano quanto sobre a manutenção da janela que a EPA abriu para as importações de biodiesel da Argentina cerca de dois anos atrás.
Mercado interno
Por outro lado, o mercado interno continua crescendo. Foram 1,03 milhão de toneladas no ano passado. Isso é cerca de 2,2% de crescimento sobre o resultado de 2015 que já havia sido o maior da história.
A demanda interna representou 39% da produção de biodiesel do ano passado.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Está confirmado: o ano de 2016 vai mesmo deixar saudades entre os fabricantes de biodiesel da Argentina. Fechados os números oficiais do Ministério de Energia e Mineração – o equivalente deles para nosso MME – a indústria do pais vizinho bateu recorde em duas de três de suas estatísticas principais. Na produção e no consumo no mercado interno, o ano passado foi o melhor desde que o histórico foi iniciado em 2008. E mesmo no mercado exportador, faltou muito pouco para que 2016 igualasse a marca de 2011.
Ao todo, as usinas argentinas fabricaram 2,65 milhões de toneladas de biodiesel. Esse é um salto de 46,9% sobre resultado de 2015 – embora seja preciso reconhecer que a comparação se dá sobre uma base particularmente mirrada.
Na comparação com o antigo detentor da primeira colocação do pódio, o resultado de 2016 soa menos excitante. Foram módicos 2,9% de crescimento. Em 2014, a produção havia sido pouco superior a 2,58 milhões de litros.
Altos e baixos
A alternância entre anos bons e anos ruins, aliás, tem sido uma constante para a indústria do país vizinho. Esse mesmo roteiro já vem se repetindo desde 2012. Tudo por conta das mudanças repentinas no humor no mercado internacional – que é para onde a Argentina destina a maior parte do biodiesel que fabrica.
Em 2016, as exportações totalizaram 1,62 milhão de toneladas e renderam ao país US$ 1,17 bilhão. Isso é mais do que o dobro – alta de 106,3% no volume e de 141,6% no faturamento – sobre o resultado de 2015. Ficaram faltando apenas 55,6 mil toneladas para que o volume exportado empatasse com o de 2011 – ano no qual a Argentina embarcou mais de 1,68 milhão de toneladas de biodiesel.
No faturamento, entretanto, a distância ficou um pouco maior. Foram US$ 68,5 milhões ou 5,5% menos do que que o recorde de 2014 (os dados sobre do governo da Argentina sobre faturamento com as exportações de biodiesel não contabilizam anos anteriores a 2012) quando as exportações somaram US$ 1,24 bilhão.
Em média, as usinas argentinas receberam US$ 723 por cada tonelada de biodiesel exportada. O valor é 17,1% superior à média de 2015, mas ainda ficou abaixo de todos os anos anteriores.
Estados Unidos
Os números de 2016 revelam uma mudança drástica no perfil das exportações da Argentina com os Estados Unidos assumindo um papel central.
Sozinhos, os EUA representaram 1,47 milhão de toneladas e pouco mais de US$ 1 bilhão das exportações de biodiesel argentinas. A demanda norte-americana absorveu pouco mais de 55,4% da produção das usinas. Em 2014, as exportações da argentina chegavam a 12 países diferentes.
Essa dependência sinaliza que esse renascimento pode ter vida curta. Com a chegada da Donald Trump à Casa Branca, aumentam as dúvidas tanto sobre o que o futuro sobre a política de biocombustíveis do governo norte-americano quanto sobre a manutenção da janela que a EPA abriu para as importações de biodiesel da Argentina cerca de dois anos atrás.
Mercado interno
Por outro lado, o mercado interno continua crescendo. Foram 1,03 milhão de toneladas no ano passado. Isso é cerca de 2,2% de crescimento sobre o resultado de 2015 que já havia sido o maior da história.
A demanda interna representou 39% da produção de biodiesel do ano passado.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com