Os cortes nas metas para o consumo de biocombustíveis pelos Estados Unidos podem vir a ser bem maiores do que os que haviam sido anunciados ao mercado em julho. Nessa terça-feira (26), a Agência de Proteção Ambiental (EPA) do governo norte-americano publicou a chamada de uma consulta para uma proposta que reduz ainda mais as exigências para o mercado de biocombustíveis avançados.
Os cortes nas metas para o consumo de biocombustíveis pelos Estados Unidos podem vir a ser bem maiores do que os que haviam sido anunciados ao mercado em julho. Nessa terça-feira (26), a Agência de Proteção Ambiental (EPA) do governo norte-americano publicou a chamada de uma consulta para uma proposta que reduz ainda mais as exigências para o mercado de biocombustíveis avançados.
Em seu arrazoado, a EPA justifica o novo corte com base imposição de tarifas à entrada de biodiesel importado da Argentina e da Indonésia no mercado norte-americano pelo Departamento de Comércio dos EUA no final do mês passado. Sem o biocombustível importado, a capacidade de atendimento da demanda obrigatória ficaria prejudicada pressionando os preços dos produtos finais.
Ironicamente, o processo que levou ao banimento do biodiesel importado foi movido por um grupo de fabricantes norte-americanos que esperavam aumentar suas vendas.
A demora na renovação pelo Congresso de um benefício fiscal no valor de US$ 1 para cada galão de biodiesel adicionado ao diesel também é mencionada pela EPA como um fator de pressão.
Corte grande
A redução seria efetivada por meio da emissão de isenções que permitiriam às distribuidoras misturarem menos biocombustíveis em seus produtos. “Em vista dos acontecimentos recentes (...) buscamos comentários sobre o uso apropriado da autoridade de isenção na regra final”, diz a proposta publicada pela EPA.
O corte proposto seria considerável. A meta para biocombustíveis avançados – categoria que inclui o biodiesel – seria reduzida dos atuais 16 bilhões de litros para menos de 14,3 bilhões de litros no ano que vem.
Redução
Em julho, a EPA havia publicou a mais recente atualização para o uso compulsório de biocombustíveis – a primeira sob o governo Trump – do Renewable Fuel Standard (RFS) com reduções nas metas para biocombustíveis celulósicos e biocombustíveis avançados.
Em relação à 2017, houve corte de 23,5% nos celulósicos – de 1,17 bilhão de litros para 900 milhões de litros – e de 1% na categoria “avançados” – de 16,2 bilhões de litros para 16 bilhões de litros. Pela RFS o biodiesel está enquadrado entre os biocombustíveis avançados.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Reuters e Biofuels International
Os cortes nas metas para o consumo de biocombustíveis pelos Estados Unidos podem vir a ser bem maiores do que os que haviam sido anunciados ao mercado em julho. Nessa terça-feira (26), a Agência de Proteção Ambiental (EPA) do governo norte-americano publicou a chamada de uma consulta para uma proposta que reduz ainda mais as exigências para o mercado de biocombustíveis avançados.
Em seu arrazoado, a EPA justifica o novo corte com base imposição de tarifas à entrada de biodiesel importado da Argentina e da Indonésia no mercado norte-americano pelo Departamento de Comércio dos EUA no final do mês passado. Sem o biocombustível importado, a capacidade de atendimento da demanda obrigatória ficaria prejudicada pressionando os preços dos produtos finais.
Ironicamente, o processo que levou ao banimento do biodiesel importado foi movido por um grupo de fabricantes norte-americanos que esperavam aumentar suas vendas.
A demora na renovação pelo Congresso de um benefício fiscal no valor de US$ 1 para cada galão de biodiesel adicionado ao diesel também é mencionada pela EPA como um fator de pressão.
Corte grande
A redução seria efetivada por meio da emissão de isenções que permitiriam às distribuidoras misturarem menos biocombustíveis em seus produtos. “Em vista dos acontecimentos recentes (...) buscamos comentários sobre o uso apropriado da autoridade de isenção na regra final”, diz a proposta publicada pela EPA.
O corte proposto seria considerável. A meta para biocombustíveis avançados – categoria que inclui o biodiesel – seria reduzida dos atuais 16 bilhões de litros para menos de 14,3 bilhões de litros no ano que vem.
Redução
Em julho, a EPA havia publicou a mais recente atualização para o uso compulsório de biocombustíveis – a primeira sob o governo Trump – do Renewable Fuel Standard (RFS) com reduções nas metas para biocombustíveis celulósicos e biocombustíveis avançados.
Em relação à 2017, houve corte de 23,5% nos celulósicos – de 1,17 bilhão de litros para 900 milhões de litros – e de 1% na categoria “avançados” – de 16,2 bilhões de litros para 16 bilhões de litros. Pela RFS o biodiesel está enquadrado entre os biocombustíveis avançados.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Reuters e Biofuels International