EPA apresenta metas finais de biocombustíveis para os EUA
A Agência de Proteção Ambiental do governo dos Estados Unidos apresentou ontem (23), os números para o uso de biocombustíveis no mercado norte-americano.
BiodieselBR.com ··4 min de leitura
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A Agência de Proteção Ambiental (EPA) do governo dos Estados Unidos apresentou ontem (23), os números finais para o uso de biocombustíveis no mercado norte-americano. Essa divulgação acontece pouco mais de um mês depois da agência ter exposto os novos valores à Casa Branca.
A Agência de Proteção Ambiental (EPA) do governo dos Estados Unidos apresentou ontem (23), os números finais para o uso de biocombustíveis no mercado norte-americano. Essa divulgação acontece pouco mais de um mês depois da agência ter exposto os novos valores à Casa Branca.
O documento traz as metas para etanol e biocombustíveis avançados para o ano que vem e para o biodiesel até 2018 [veja tabela].
No caso do mercado de biodiesel, não houve qualquer surpresa. A EPA se limitou em confirmar a meta de 7,95 bilhões de litros que havia sido estabelecida em maio quando a agência abriu sua proposta para a renovação do Renewable Fuel Standard (RFS) para consulta pública.
Em comparação com a meta para 2017 que já era conhecida desde o ano passado (o biodiesel é o único biocombustível cujos volumes são definidos com um ano de dianteira), houve um avanço de 380 milhões de litro.
Crescimento
No entanto, a EPA aumentou a meta para etanol de 53,8 para 55,6 bilhões de litros.
Também foi ampliada a meta para combustíveis avançados o que, indiretamente, aumenta abre um pouco mais de espaço para o biodiesel. Pela RFS, o diesel de biomassa, o etanol de cana-de-açúcar e outros biocombustíveis que tenham menos da metade da intensidade de carbono dos combustíveis fosseis que substituem estão encaixados nessa categoria
Em maio, a proposta inicial era que os norte-americanos consumiriam no próximo ano era de 15,1 bilhões de litros de etanol equivalente em biocombustíveis avançados. Agora a meta para essa categoria é de 16,2 bilhões de litros. Isso representa um crescimento de 18,5% sobre a meta deste ano que é de 13,6 bilhões de litros.
Feitas as devidas conversões e descontado o volume que já é atendido pela meta específica do biodiesel, sobram 2,9 bilhões de litros de saldo que podem turbinar a demanda das usinas dos EUA – quase 685 milhões de litros mais que na meta de maio. Essa decisão agradou aos fabricantes de biodiesel.
“Consideramos esse um movimento muito encorajador”, definiu Gene Gebolys que é CEO da World Energy e coordenador de um grupo de trabalho sobre a RFS na Associação Nacional do Biodiesel (NBB) – a principal entidade representativa do setor nos Estados Unidos.
Subsídio
Nem todos os ventos são favoráveis, no entanto. Tudo leva a crer que o biodiesel vai perde – mais uma vez – o direito a um subsídio tributário no valor de US$ 1 por cada galão de biodiesel que é concedido pelo governo norte-americano. “Não está claro se a extensão será votada ainda este ano”, disse um porta-voz do senador Chuck Grassley que é o responsável pela proposta da renovação deste benefício.
O projeto que está tramitando no Senado norte-americano pretende, não apenas renovar o apoio até 2019 como mudar sua metodologia. Hoje, o benefício é concedido no ato da mistura entre o biocombustível e o diesel fóssil o que, segundo os fabricantes locais, beneficia também importadores. Pela nova proposta, o pagamento passaria a ser feito diretamente aos fabricantes.
O incentivo já expirou diversas vezes ao longo dos últimos anos. A NBB já admite a derrota, mas ainda vê com otimismo as perspectivas de uma reinstalação. “Não acho que seja provável que [a prorrogação] passe até primeiro de janeiro, mas acho provável que a renovação aconteça de forma retroativa”, finalizou Gebolys.