
De janeiro a agosto deste ano, a produção e exportação de biodiesel no país vizinho caiu consideravelmente em relação ao ano passado.
É crítica a situação da indústria de biodiesel na Argentina. De janeiro a agosto deste ano, a produção do país caiu 39,7% registrando apenas 1,1 milhões de toneladas de biodiesel. Os dados constam no relatório divulgado pela consultoria de Pesquisas Econômicas Setoriais (IES) nesta última segunda-feira (30).
Mais drástica ainda é a derrapada das exportações do produto. Segundo o IES, nos primeiros oito meses de 2013, foram enviadas para exterior 634,4 mil toneladas de biodiesel – 49,7% a menos que o mesmo período no ano passado. Os principais destinos foram a Espanha (41,3% dos embarques), seguida pelo Peru (17%), Estados Unidos (13,8%) e Holanda (12,9 %).
Em valores, as exportações de biodiesel argentinas efetuadas de janeiro a agosto somaram US$ 602,9 milhões – uma queda de 58,4% em relação ao mesmo período em 2012.
Castigo
Esse cenário é, em grande parte, resultado da disputa comercial entre a Argentina e a União Europeia – principal mercado consumidor do biodiesel argentino.
Em maio último, a UE decidiu taxar as importações de biodiesel argentinas entre 6,8% e 10,6% por conta de uma investigação sobre uma suposta prática de dumping.
Uma menor produção do óleo de soja, principal matéria-prima empregada na fabricação do biodiesel argentino, também teria contribuído para um resultado de produção bem abaixo do esperado.
A crise com biodiesel pode fazer com que a Argentina deslize algumas boas posições no ranking dos principais produtores do biocombustível, bem como no dos maiores exportadores do produto.
Cátia Franco – BiodieselBR.com
É crítica a situação da indústria de biodiesel na Argentina. De janeiro a agosto deste ano, a produção do país caiu 39,7% registrando apenas 1,1 milhões de toneladas de biodiesel. Os dados constam no relatório divulgado pela consultoria de Pesquisas Econômicas Setoriais (IES) nesta última segunda-feira (30).
Mais drástica ainda é a derrapada das exportações do produto. Segundo o IES, nos primeiros oito meses de 2013, foram enviadas para exterior 634,4 mil toneladas de biodiesel – 49,7% a menos que o mesmo período no ano passado. Os principais destinos foram a Espanha (41,3% dos embarques), seguida pelo Peru (17%), Estados Unidos (13,8%) e Holanda (12,9 %).
Em valores, as exportações de biodiesel argentinas efetuadas de janeiro a agosto somaram US$ 602,9 milhões – uma queda de 58,4% em relação ao mesmo período em 2012.
Castigo
Esse cenário é, em grande parte, resultado da disputa comercial entre a Argentina e a União Europeia – principal mercado consumidor do biodiesel argentino.
Em maio último, a UE decidiu taxar as importações de biodiesel argentinas entre 6,8% e 10,6% por conta de uma investigação sobre uma suposta prática de dumping.
Uma menor produção do óleo de soja, principal matéria-prima empregada na fabricação do biodiesel argentino, também teria contribuído para um resultado de produção bem abaixo do esperado.
A crise com biodiesel pode fazer com que a Argentina deslize algumas boas posições no ranking dos principais produtores do biocombustível, bem como no dos maiores exportadores do produto.
Cátia Franco – BiodieselBR.com