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Produção de biodiesel da Argentina tem recuperação em 2021

Volume de biodiesel fabricado pelas usinas do país vizinho aumentou quase 50% ao longo do ano passado

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Depois de um 2020 desastroso, a indústria de biodiesel da Argentina conseguiu virar o jogo e recuperar ao menos uma parte das perdas acumuladas nos últimos anos. Segundo dados do governo argentino, ao longo do ano passado, as usinas do país fabricaram um pouco menos que 1,89 milhão de m³ de biodiesel.

Embora não chegue nem perto dos 3,15 milhões de m³ que nossos vizinhos chegaram a produzir em 2017, o crescimento do ano passado beirou 49%, colocando ponto final numa sequência de três anos consecutivos de quedas na produção.

Embora o ano não tenha começado particularmente favorável para os fabricantes argentinos com a produção do 1º trimestre ficando abaixo dos 350 mil m³ – a menor para o período desde 2009 – os números se recuperaram nos meses seguintes. Em especial durante o 3T quando as usinas do país vizinho colocaram no mercado quase 626,5 mil m³, melhor resultado desde o 2º trimestre de 2019.

Depois de um 2020 desastroso, a indústria de biodiesel da Argentina conseguiu virar o jogo e recuperar ao menos uma parte das perdas acumuladas nos últimos anos. Segundo dados do governo argentino, ao longo do ano passado, as usinas do país fabricaram um pouco menos que 1,89 milhão de m³ de biodiesel.

Embora não chegue nem perto dos 3,15 milhões de m³ que nossos vizinhos chegaram a produzir em 2017, o crescimento do ano passado beirou 49%, colocando ponto final numa sequência de três anos consecutivos de quedas na produção.

Embora o ano não tenha começado particularmente favorável para os fabricantes argentinos com a produção do 1º trimestre ficando abaixo dos 350 mil m³ – a menor para o período desde 2009 – os números se recuperaram nos meses seguintes. Em especial durante o 3T quando as usinas do país vizinho colocaram no mercado quase 626,5 mil m³, melhor resultado desde o 2º trimestre de 2019.

Mercado externo

Os resultados foram puxados principalmente pela retomada das exportações. Ao longo da história, as vendas externas foram o grande o carro-chefe da indústria de biodiesel a Argentina.

Em 2021, os embarques passaram de 1,39 milhão de m³. Esse resultado mais do que dobra as vendas do ano anterior, quando as exportações de biodiesel ficaram limitadas a 655 mil m³ – seu menor resultado anual no histórico.

O retorno das exportações mais do que compensou a fraqueza contínua no mercado interno. A demanda de biodiesel da Argentina no ano passado se resumiu a 481,8 mil m³. Trata-se de uma queda de 11,9% sobre os já fracos 547 mil m³ de 2020 e o pior resultado anual desde 2009 quando a demanda interna era praticamente nula.

Em 2017, o mercado interno argentino chegou a absorver mais de 1,28 milhão de m³ de biodiesel.

Nada indica que da demanda nacional deverá se recuperar no curto prazo. Em meados do ano passado, a Câmara da Argentina aprovou um novo Marco Regulatório para os Biocombustíveis no qual cortou pela metade a mistura obrigatória de biodiesel de 10% para 5%.

Maior ganho

Apesar das exportações ainda estarem abaixo das registradas em anos anteriores, a Argentina faturou como nunca a venda de biodiesel. Os ganhos passaram dos US$ 1,46 bilhões. Em média, cada m³ de biodiesel argentino foi negociado por US$ 1.049,88 – cerca de R$ 5.450,24 pelo câmbio desta terça-feira (15).

A Holanda foi o principal destino para o biodiesel argentino com mais de 1,18 milhão de m³ e US$ 1,35 bilhão. Espanha (74 mil m³) e Bélgica (27,4 mil m³) completam o pódio das exportações.

Isso graças à reabertura do mercado europeu para as exportações de biodiesel vindas da Argentina em meados de 2019

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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