Para manter a competitividade do setor de biodiesel, a Casa Rosada cortou pela metade o imposto de exportação pagos pelas empresa do setor.O governo de Cristina Kirchner tem feito o possível para ajudar o setor de biodiesel do país. Para tentar reduzir os impactos da recente queda dos preços do barril de petróleo, a Casa Rosada atendeu aos apelos do segmento e reduziu em 50% o imposto cobrado em cima do biodiesel exportado para fora da Argentina.
O governo de Cristina Kirchner tem feito o possível para ajudar o setor de biodiesel do país. Para tentar reduzir os impactos da recente queda dos preços do barril de petróleo, a Casa Rosada atendeu aos apelos do segmento e reduziu em 50% o imposto cobrado em cima do biodiesel exportado para fora da Argentina.
Com isso, a taxa que era de 12,57% caiu para 6,15%. A medida, anunciada pela Secretaria de Energia, é um incentivo para que o setor se mantenha competitivo. A providência – que visa a beneficiar especialmente grandes usinas do país como a Cargill e a Bunge, cuja atividade de exportação é intensa – foi aplaudida pela Câmara Argentina de Biocombustíveis (Carbio).
O presidente da entidade, Luis Zubizarreta, pondera que, desde que a Europa fechou as portas para o biodiesel da Argentina ao acusar o país de dumping, os exportadores argentinos do biocombustível passaram a competir em preço. Segundo ele, ao contrário dos europeus, que foram obrigados a ampliar o uso de biocombustíveis nos transportes para atender às metas ambientais, alguns dos principais destinos do biodiesel argentino no ano passado – entre eles, a África – operam na base “do que é mais barato que o diesel”.
Entretanto, as usinas exportadoras acreditam que o corte no imposto não tornará o negócio rentável até que comece a entrar a nova safra de soja.
Apesar dos altos e baixos da indústria, a produção de biodiesel em 2014 atingiu a marca de 2,6 milhões de toneladas, das quais 1,5 milhão de toneladas foram exportadas.
Valorização
Para não ser acusado de proteger uns e deixar outros à deriva, o governo argentino definiu uma nova tabela de preços para o biodiesel negociado no mercado interno em dezembro último, promovendo um pequeno incremento nos valores. As maiores contempladas nesse caso foram as pequenas e médias usinas.
No último mês, o biodiesel fabricado pelas usinas de médio porte estava sendo negociado no mercado argentino a 7.029 pesos a tonelada, contra 6.972 pesos válidos em novembro – valorização de 0,81%.
Já as usinas de pequeno porte faturaram pela tonelada de biodiesel vendido no mês passado no mercado nacional 7.139 pesos, ante 7.080 pesos obtidos em novembro. A alta aqui foi de 0,83%.
As grandes usinas também acabaram sendo beneficiadas, porém, com uma valorização um pouco menor que a concedida às usinas de porte inferior – de 0,79%. A tonelada do biodiesel produzido por essas plantas foi negociada no mercado interno em dezembro por cerca de 5.617 pesos, contra 5.573 pesos pagos em novembro.
Cátia Franco – BiodieselBR.com
Com informações Sin Mordaza
O governo de Cristina Kirchner tem feito o possível para ajudar o setor de biodiesel do país. Para tentar reduzir os impactos da recente queda dos preços do barril de petróleo, a Casa Rosada atendeu aos apelos do segmento e reduziu em 50% o imposto cobrado em cima do biodiesel exportado para fora da Argentina.
Com isso, a taxa que era de 12,57% caiu para 6,15%. A medida, anunciada pela Secretaria de Energia, é um incentivo para que o setor se mantenha competitivo. A providência – que visa a beneficiar especialmente grandes usinas do país como a Cargill e a Bunge, cuja atividade de exportação é intensa – foi aplaudida pela Câmara Argentina de Biocombustíveis (Carbio).
O presidente da entidade, Luis Zubizarreta, pondera que, desde que a Europa fechou as portas para o biodiesel da Argentina ao acusar o país de dumping, os exportadores argentinos do biocombustível passaram a competir em preço. Segundo ele, ao contrário dos europeus, que foram obrigados a ampliar o uso de biocombustíveis nos transportes para atender às metas ambientais, alguns dos principais destinos do biodiesel argentino no ano passado – entre eles, a África – operam na base “do que é mais barato que o diesel”.
Entretanto, as usinas exportadoras acreditam que o corte no imposto não tornará o negócio rentável até que comece a entrar a nova safra de soja.
Apesar dos altos e baixos da indústria, a produção de biodiesel em 2014 atingiu a marca de 2,6 milhões de toneladas, das quais 1,5 milhão de toneladas foram exportadas.
Valorização
Para não ser acusado de proteger uns e deixar outros à deriva, o governo argentino definiu uma nova tabela de preços para o biodiesel negociado no mercado interno em dezembro último, promovendo um pequeno incremento nos valores. As maiores contempladas nesse caso foram as pequenas e médias usinas.
No último mês, o biodiesel fabricado pelas usinas de médio porte estava sendo negociado no mercado argentino a 7.029 pesos a tonelada, contra 6.972 pesos válidos em novembro – valorização de 0,81%.
Já as usinas de pequeno porte faturaram pela tonelada de biodiesel vendido no mês passado no mercado nacional 7.139 pesos, ante 7.080 pesos obtidos em novembro. A alta aqui foi de 0,83%.
As grandes usinas também acabaram sendo beneficiadas, porém, com uma valorização um pouco menor que a concedida às usinas de porte inferior – de 0,79%. A tonelada do biodiesel produzido por essas plantas foi negociada no mercado interno em dezembro por cerca de 5.617 pesos, contra 5.573 pesos pagos em novembro.
Cátia Franco – BiodieselBR.com
Com informações Sin Mordaza