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Fabricantes da Argentina consideram corte nos impostos insuficiente

ArgentinaImpostoBiodiesel 200514Embora comemore a proposta de reduzir os impostos sobre o biodiesel no mercado interno argentino, a Carbio avalia que a indústria vai precisar de mais apoio.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Os fabricantes de biodiesel da Argentina consideram que a proposta de reduzir os impostos do biocombustível nas vendas internas para os mesmos valores do diesel mineral é positiva, mas insuficiente para compensar a queda nas receitas causada pela redução das vendas para o mercado europeu. A avaliação é da principal entidade representativa de fabricantes do país vizinho, a Câmara Argentina dos Biocombustíveis (Carbio).

“O projeto é positivo porque nos equipara com o diesel que a Argentina atualmente importa e que está, justamente, isento. Nos interessa a possibilidade de vender [biodiesel] às geradoras [de eletricidade]”, disse Zubizarreta à agência de notícias Reuters.

Os fabricantes de biodiesel da Argentina consideram que a proposta de reduzir os impostos do biocombustível nas vendas internas para os mesmos valores do diesel mineral é positiva, mas insuficiente para compensar a queda nas receitas causada pela redução das vendas para o mercado europeu. A avaliação é da principal entidade representativa de fabricantes do país vizinho, a Câmara Argentina dos Biocombustíveis (Carbio).

“O projeto é positivo porque nos equipara com o diesel que a Argentina atualmente importa e que está, justamente, isento. Nos interessa a possibilidade de vender [biodiesel] às geradoras [de eletricidade]”, disse Zubizarreta à agência de notícias Reuters. No entanto, o executivo alertou que o volume demandado pelo mercado interno não será suficiente para fazer a indústria retomar a produção.

O alívio tributário proposto pela Casa Rosada foi aprovado na quarta-feira passada pela Câmara dos Deputados da Argentino, mas ainda precisa passar pelo Senado. A medida será mantida pelo mesmo tempo em que União Europeia continuar cobrando uma tarifa de 24,6% sobre o preço do biodiesel importado da Argentina.

A medida foi imposta em novembro passado, depois que a Comissão Europeia considerou que a política de Buenos Aires de cobrar menos impostos sobre a exportação de biodiesel do que sobre a soja em grão permitia que o produto chegasse nos países da UE a preços abaixo do que os da indústria local conseguia produzir. O governo da Argentina está enfrentando a decisão do bloco europeu na OMC.

Embora a medida tenha sido bem recebida pela Carbio, Zubizarreta declarou que ainda serão necessárias mais mudanças na política de incentivo ao setor para reverter o quadro de retração da indústria. Especialmente por meio de novas reduções nas tarifas de exportação do produto e da regularização na atualização dos preços pagos no mercado interno. Embora o compromisso do governo argentino era que os preços do biodiesel fossem atualizados quinzenalmente, a tabela atual da Secretaria de Energia do governo argentino é datada da segunda quinzena de março.

No ano passado, a produção de biodiesel recuou 18,5%. O país era o maior exportador mundial do biocombustível com vendas externas que, em 2013, somaram 1,14 milhão de toneladas – recuo de quase 25% sobre as 1,56 milhão de toneladas exportadas em 2012. Para esse ano, a Carbio espera uma redução ainda mais aguda nas exportações com um volume de vendas de 700 mil toneladas.

O nível de produção esperada faria com que a indústria operasse com cerca de 60% de capacidade ociosa.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Com informações Reuters
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