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Entregas de biodiesel no 1° bimestre de ficaram abaixo que volume contratado

Fabricantes entregaram 896,5 mil m³ de biodiesel entre janeiro e fevereiro, cerca de 6,6% abaixo do volume contratado para o período

BiodieselBR.com 3 min de leitura

No primeiro bimestre do mercado pós-leilões as entregas de biodiesel não chegaram a atingir todo o volume que havia sido contratado entre usinas e distribuidores. De um total de 955,8 mil m³ negociados, um pouco menos de 896,5 mil m³ chegaram, de fato, a sair das usinas.
No primeiro bimestre do mercado pós-leilões as entregas de biodiesel não chegaram a atingir todo o volume que havia sido contratado entre usinas e distribuidores. De um total de 955,8 mil m³ negociados, um pouco menos de 896,5 mil m³ chegaram, de fato, a sair das usinas.

Os números de janeiro já indicavam que as distribuidoras estavam pouco animadas. No primeiro mês do ano, as entregas foram de 422,1 mil m³, valor que equivale a 44% das contratações. Em fevereiro, o interesse aumentou levando à entrega de 474,4 milhares de m³.

No total, o montante entregue equivale a uma performance de 93,8% nos contratos. O percentual está abaixo da média de entregas dos leilões bimestrais que é de 94,8%.

 

 

A comparação, contudo, não é completamente válida. Nos leilões, as distribuidoras tinham que comprar todo o biodiesel que precisariam para o bimestre. O mesmo não acontece no mercado de contratações. No desenho do sistema de comercialização, as distribuidoras precisam contratar previamente cerca de 80% da demanda bimestral e pode negociar o restante livremente no mercado spot.

Contração

Em termos de volumes brutos, o resultado do 1B equivale a um retrocesso de dois anos para o mercado de biodiesel. Em 2019, as entregas nos primeiros dois meses do ano foram de 870,3 milhares de m³ – cerca de 3% a menos do que o nível atual de produção.

 

 

Em ambos os bimestres, a mistura obrigatória era de 10%. Isso os coloca em pé de igualdade. Em 2022, contudo, o consumo de diesel passou dos 9,55 milhões de m³ – de acordo com dados preliminares da ANP –, crescimento de aproximadamente 8,9% sobre o número registrado no 1B de 2019.

Caso os números da demanda de diesel no começo de 2022 se confirmem, a quantidade biodiesel entregue não será suficiente para atender à demanda total do mercado. Ficariam faltando 58,7 mil m³ – 6,1% – para que o mercado consiga fechar a conta.

Entre as empresas do setor, a BSBios segue na liderança. A empresa de origem gaúcha colocou quase 142,4 milhares de m³ no mercado no 1B superando ligeiramente o volume contratado que era de 139 mil m³. Já a Potencial leva o título de unidade produtiva individual com maior entrega no bimestre. A usina da empresa na cidade de Lapa (PR) embarcou 76,6 milhares de m³ entre janeiro e fevereiro.

Um dos novatos do setor, o Grupo Cereal, também se destacou. A usina de Rio Verde (GO) entrou no mercado em novembro passado entregou um pouco menos de 10,4 mil m³ de biodiesel cerca de três vezes e meia que os 2,9 mil contratados pelos distribuidores.

As usinas do Grupo JBS também superaram seus contratos. Juntas, as três usinas do grupo – Campo Verde (MT), Lins (SP) e Mafra (SC) – tinham encomendas de 41,2 mil m³, mas, no fim das contas, entregaram quase 56,7 mil m³.

Duas usinas – a Caibiense e a Bio Óleo – conseguiram fazer entregas mesmo sem terem fechado contratos antecipadamente. Juntas, elas entregaram 2 mil m³. Já uma única usina, a Aliança, ficou sem fazer entregas mesmo tendo um contrato de 500 m³ na gaveta.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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