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RJ vai produzir carvão "ecologicamente correto"

O carvão será derivado de um processamento de capim do tipo elefante.
Agência Estado 2 min de leitura
A Secretaria de Energia, Indústria Naval e Petróleo e o Instituto Nacional de Eficiência Energética (INEE) assinaram convênio hoje que garantirá ao Estado do Rio de Janeiro o título de primeiro produtor mundial de carvão "ecologicamente correto". O carvão será derivado de um processamento de capim do tipo elefante.

Com uma máquina adquirida pela secretaria em parceria com a usina termelétrica Termorio, por US$ 200 mil, o capim plantado em 12,5 hectares de uma área de assentamento em Cachoeira do Macacu, será prensado e transformado em um bloco semelhante ao carvão utilizado hoje em churrasqueiras. A idéia é produzir inicialmente 114 toneladas deste carvão por ano após os primeiros seis meses necessários para que o capim cresça.

"A alternativa, além de gerar emprego e renda para a comunidade local, servirá como base de testes para que projetos semelhantes e de maior porte venham a surgir em outros pontos do Brasil, para substituir o carvão vegetal utilizado hoje em usinas térmicas e que provoca desmatamento", disse o secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer. O projeto é um dos que vem sendo desenvolvidos no centro de tecnologia criado pela Secretaria para estudar novas possibilidades alternativas de geração e de combustível.

O centro foi criado há um ano, com investimentos de US$ 1 milhão, e já desenvolveu projetos de energia gerada a partir dos ventos, marés, solar, ou até mesmo relacionados ao biodiesel. Na próxima semana, o centro lança um mapeamento do potencial hídrico do Estado do Rio para a instalação de Pequenas Centrais Hidrelétricas. "Queremos que o Estado seja fomentador de investimentos e novas tecnologias e decidimos concentrar toda a verba que antes era destinada a diversos centros de pesquisa em apenas um espaço criado para este fim", explicou o secretário.
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