Brasil defenderá novas fontes de energia no G8
De acordo com o subsecretário-geral de Política do Ministério das Relações Exteriores, Embaixador Antonio de Aguiar Patriota, a ênfase da exposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião ampliada do G8, nesta quinta-feira, em Gleneagles, na Escócia, será o elo entre proteção ambiental e o combate à pobreza, além da necessidade de desenvolvimento econômico no mundo em desenvolvimento. Lula também deverá abordar a crise energética brasileira e o trabalho que o país vem realizado em pesquisa de novas fontes de energia, como metanol e biodiesel.
Temas econômicos poderão entrar em pauta, ainda que de forma genérica. "O foco da reunião vai ser mudanças climáticas, mas sempre que o G8 se reúne ele procede também uma avaliação do quadro econômico mundial, de modo que sempre há espaço para que se toque em outros aspectos", avalia o embaixador.
O presidente deverá aproveitar a presença do presidente francês Jacques Chirac e do primeiro-ministro alemão Gerhard Schroeder para atualizar os membros do G8 sobre a iniciativa de combate à fome e à pobreza. Chirac e Schroeder integram o chamado bureau da iniciativa do combate à fome.
Na reunião de coordenação entre os mandatários dos cinco países em desenvolvimento convidados, serão tratadas questões ambientais e temas da atualidade econômica internacional. Brasil Índia, África do Sul, China e México deverão divulgar Declaração Conjunta com a posição comum em relação aos assuntos tratados.
Já no encontro com o primeiro-ministro britânico Tony Blair, à margem da Reunião de Cúpula, serão abordados itens da pauta bilateral. "Também possivelmente terão uma conversa um pouco mais ampla, envolvendo, por exemplo, reforma das Nações Unidas e outras questões da atualidade internacional", revela Patriota. De acordo com o embaixador, a agenda do presidente poderá incluir outros encontros bilaterais.
O Brasil não participará da reunião ampliada do G8 sobre África, que acontece amanhã. Para este encontro, os convidados são África do Sul, Nigéria, Etiópia, Tanzânia, Ghana, Senegal, Argélia e o presidente da União Africana. Em reunião preparatória realizada em junho, os ministros de finanças do G8 já acertam o perdão de 100% da dívida africana. e Japão, Canadá e Estados Unidos comprometeram-se a dobrar a ajuda ao continente africano.
A Reunião de Cúpula do G8, iniciada na quarta-feira, reúne a Rússia e as lideranças dos sete países mais industrializados do mundo - Estados Unidos, Canadá, Japão, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália. Em pauta, há dois temas centrais: a pobreza na África e as mudanças climáticas no planeta.
Brasil, China, Índia, México e África do Sul participam como convidados da reunião ampliada sobre a questão ambiental.A agenda do presidente Lula prevê, ainda, encontro com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair.


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