O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou hoje que o Brasil não pretende monopolizar a oferta de biocombustíveis ao restante do mundo. Em linha com a sua conexão entre o estímulo à produção de combustíveis renováveis e o discurso social em favor da redução da pobreza, o presidente insistiu que o País prefere "incentivar" as nações mais pobres a plantar cana-de-açúcar e transformá-la em etanol ou biodiesel.
"O Brasil não quer fornecer para todo o mundo", afirmou. "Imagina: se o mundo inteiro começar a utilizar 10% de álcool junto com o biodiesel, o que você não vai produzir em Minas, na terrinha", afirmou, dirigindo-se a um repórter mineiro. "Se depender do meu entusiasmo, todo mundo vai entrar na era do biocombustível", completou.
Apesar desse entusiasmo, a visita do presidente Lula à Índia será encerrada amanhã sem nenhum acerto bilateral de cooperação na área de biocombustível, como havia sido previamente anunciado. O tema, entretanto, ingressou formalmente na pauta de discussão entre os dois países durante o encontro hoje entre o presidente Lula e o ministro de Petróleo e Gás da Índia, Murli Deora, que foi acompanhado pelo presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli.
Mistura
Segundo Gabrielli, o Brasil pleiteia que a Índia expanda a atual mistura de 5% de álcool na gasolina para todos os seus Estados ou que eleve esse nível para 10% nos Estados que já a aplicam. Nessa primeira conversa, a Índia deixou claro que qualquer decisão nessa área dependerá de três fatores: a disponibilidade de oferta de etanol, a criação de uma logística de transporte e o acesso ao mercado consumidor.
"Esse é um processo demorado. Do ponto de vista mundial, só haverá mudança substancial com a definição de uma regulamentação internacional do setor e com a consolidação de várias fontes supridoras", afirmou Gabrielli. Conforme explicou, a Índia produz cana-de-açúcar em uma área similar à do Brasil, mas com 2/3 da produtividade brasileira. Nessa primeira reunião, o ministro indiano apontou o interesse na elevação desse patamar, a partir da cooperação técnica do Brasil.
"O Brasil não quer fornecer para todo o mundo", afirmou. "Imagina: se o mundo inteiro começar a utilizar 10% de álcool junto com o biodiesel, o que você não vai produzir em Minas, na terrinha", afirmou, dirigindo-se a um repórter mineiro. "Se depender do meu entusiasmo, todo mundo vai entrar na era do biocombustível", completou.
Apesar desse entusiasmo, a visita do presidente Lula à Índia será encerrada amanhã sem nenhum acerto bilateral de cooperação na área de biocombustível, como havia sido previamente anunciado. O tema, entretanto, ingressou formalmente na pauta de discussão entre os dois países durante o encontro hoje entre o presidente Lula e o ministro de Petróleo e Gás da Índia, Murli Deora, que foi acompanhado pelo presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli.
Mistura
Segundo Gabrielli, o Brasil pleiteia que a Índia expanda a atual mistura de 5% de álcool na gasolina para todos os seus Estados ou que eleve esse nível para 10% nos Estados que já a aplicam. Nessa primeira conversa, a Índia deixou claro que qualquer decisão nessa área dependerá de três fatores: a disponibilidade de oferta de etanol, a criação de uma logística de transporte e o acesso ao mercado consumidor.
"Esse é um processo demorado. Do ponto de vista mundial, só haverá mudança substancial com a definição de uma regulamentação internacional do setor e com a consolidação de várias fontes supridoras", afirmou Gabrielli. Conforme explicou, a Índia produz cana-de-açúcar em uma área similar à do Brasil, mas com 2/3 da produtividade brasileira. Nessa primeira reunião, o ministro indiano apontou o interesse na elevação desse patamar, a partir da cooperação técnica do Brasil.