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Brasil bate recorde de importação de diesel pelo segundo ano consecutivo

Ao longo do último ano mais de 15,7 milhões de m³ de óleo diesel entraram no Brasil vindos de fora

BiodieselBR.com 4 min de leitura

Embora estivesse certo desde novembro, o recorde só foi realmente confirmado mês passado. De acordo os números oficiais mais recentes, as importações brasileiras de óleo diesel somaram – em 2022 – 15,7 milhões de metros cúbicos colocando 10,5% de vantagem sobre o resultado do ano anterior quando mais de 14,2 milhões de m³ haviam entrado no país. Foi segundo ano consecutivo de recorde nas importações.

Embora as importações do derivado venham se mantando em patamares elevados há bastante tempo – este será o sexto ano acima dos 10 milhões de m³ –, até agora temos alternado anos de importação mais forte com outros menos ‘agitados’. Dessa vez, contudo, esse roteiro não se repetiu e a expansão se manteve apesar dos custos elevados que as importações representaram para o país.

No total, os brasileiros pagaram quase US$ 14 bilhões para garantir o abastecimento do mercado nacional.

Embora estivesse certo desde novembro, o recorde só foi realmente confirmado mês passado. De acordo os números oficiais mais recentes, as importações brasileiras de óleo diesel somaram – em 2022 – 15,7 milhões de metros cúbicos colocando 10,5% de vantagem sobre o resultado do ano anterior quando mais de 14,2 milhões de m³ haviam entrado no país. Foi segundo ano consecutivo de recorde nas importações.

Embora as importações do derivado venham se mantando em patamares elevados há bastante tempo – este será o sexto ano acima dos 10 milhões de m³ –, até agora temos alternado anos de importação mais forte com outros menos ‘agitados’. Dessa vez, contudo, esse roteiro não se repetiu e a expansão se manteve apesar dos custos elevados que as importações representaram para o país.

No total, os brasileiros pagaram quase US$ 14 bilhões para garantir o abastecimento do mercado nacional.

Isso praticamente dobrou os gastos vistos no ano passado quando as importações de diesel representaram um pouco menos de US$ 7,07 bilhões e colocou mais de 60,1% de vantagem sobre o recorde anterior – os US$ 8,72 bilhões gastos em 2014 para importar 11,2 milhões de m³ de diesel.

Preços elevados

O salto foi provocado pela disparada nos preços cobrados pelo diesel no mercado externo. Especialmente no primeiro semestre quando o mercado global de energia foi fortemente impactado pelos efeitos da Guerra Russo-Ucraniana.

Terceiro maior produtor de petróleo do mundo – atrás dos Estados Unidos e Arábia Saudita –, a Rússia passou a sofrer sansões econômicas dos países ocidentais o que fez com que as cotações do petróleo atingissem seus maiores patamares desde meados de 2014.

Isso arrastou para cima os preços dos derivados. No começo do ano, cada m³ de diesel importado custava, em média, US$ 587,26. Em junho, os valores cobrados pelos exportadores já passavam de US$ 1.067,70.

Embora a crista da onda pareça já ter passado, os preços continuam elevados. Em dezembro, o preço médio do diesel ficou em US$ 809,80. Ainda muito acima dos US$ 562,34 de média.

Estados Unidos

Quem se deu melhor com o aumento da dependência brasileira foram os Estados Unidos. O país ampliou consideravelmente sua liderança nas exportações de óleo diesel para o Brasil ao longo deste ano.

No total, as refinarias norte-americanas forneceram 9 milhões de m³ de diesel para o Brasil o que equivale a 57,3% das importações do período. No ano passado, os EUA responderam por menos da metade das importações brasileiras.

A Índia foi o segundo colocado com uma fatia de 15,7% da demanda. Consideravelmente menos do que os 19% de 2021.

Apesar das seguidas sinalizações do governo Bolsonaro, as importações de diesel da Rússia não chegaram a se materializar em volumes expressivos. Apesar de um crescimento de mais de 300% nos embarques para o Brasil, o país liderado por Putin foi a origem apenas de 119,4 mil m³ de diesel importados pelo Brasil – menos de 0,8% do total importado no período.

A Rússia sempre foi um fornecedor de diesel para o mercado brasileiro não apenas minoritário, mas também inconsistente. Seu melhor resultado foi em 2008 quando vendeu 853 mil m³ do derivado para o país abocanhando uma expressiva fatia de 14,7% da demanda brasileira do período.

Esse número, contudo, foi um ponto fora da curva. Nos últimos dez anos, a Rússia exportou diesel para o Brasil em apenas 6 e representou inexpressivos 0,6% das importações brasileiras do período como um todo.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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