Unidade que deve entrar em operação até 2027 ainda não teve seu local de instalação definido
A Petrobras ainda está à caça de uma localidade onde construir a biorrefinaria que quer instalar no país dentro dos próximos cinco anos. Mas, segundo BiodieselBR.com apurou junto ao gerente geral de Marketing da empresa, Sandro Barreto, a nova planta deverá ficar no Rio de Janeiro ou em São Paulo.
Segundo o executivo, o plano é manter este projeto alinhado com o novo desenho que a Petrobras terá após a conclusão dos desinvestimentos que a empresa vem fazendo no setor de refino. Anunciado cerca de dois anos atrás como parte de um acordo para encerrar um processo no Conselho Administrativo de Defesa Econômico (Cade), o plano previa...
A Petrobras ainda está à caça de uma localidade onde construir a biorrefinaria que quer instalar no país dentro dos próximos cinco anos. Mas, segundo BiodieselBR.com apurou junto ao gerente geral de Marketing da empresa, Sandro Barreto, a nova planta deverá ficar no Rio de Janeiro ou em São Paulo.
Segundo o executivo, o plano é manter este projeto alinhado com o novo desenho que a Petrobras terá após a conclusão dos desinvestimentos que a empresa vem fazendo no setor de refino. Anunciado cerca de dois anos atrás como parte de um acordo para encerrar um processo no Conselho Administrativo de Defesa Econômico (Cade), o plano previa a venda de oito refinarias que, juntas, representavam aproximadamente metade da capacidade de refino da estatal.
Embora só um desses negócios tenha sido concluído – a compra da RLAM pelo fundo árabe Mubadala – até agora, os cinco ativos de refino que continuarão no portfólio da Petrobras estarão localizados no Rio e em São Paulo.
Corsia
De acordo com a edição mais recente do Plano de Estratégico da Petrobras, a meta é que a nova planta esteja pronta para funcionar a partir de 2027. Estão previstos investimentos de US$ 600 milhões na unidade.
Segundo Sandro, o prazo permitirá que a Petrobras aproveite a janela de oportunidade que será aberta pelo lançamento das metas de descarbonização no setor de aviação fixadas pelo Esquema de Compensação e Redução de Carbono para a Aviação Internacional (Corsia, na sigla em inglês). Cerca de 40% da capacidade produtiva da biorrefinaria vai ser dedicada à produção de bioquerosene.
Ainda não está claro quanto isso vai significar na prática. O plano da Petrobras fixa a capacidade da biorrefinaria entre 500 mil e 1 milhão de toneladas anuais o que coloca a produção de bioquerosene da Petrobras na faixa das 200 mil até 400 mil toneladas.
Matérias-primas certificadas
Para viabilizar o projeto, a equipe da Petrobras já vem conversando com fornecedores de óleos e gorduras para formar a cadeia de suprimento do novo negócio. O principal desafio é conseguir atender às exigências de sustentabilidade da Corsia, onde cada elo envolvido na cadeia de produção do bioQAV precisa estar certificado pelos selos ISCC ou RSB.
“A gente foi conversar com o mercado para não termos surpresas mais para a frente”, explica Sandro.
HVO
Mas os biocombustíveis para o setor de aviação são só uma parte da equação. O restante da planta será 40% dedicado a produção de diesel verde e 20% para outros produtos.
Isso poderá colocar algo entre 200 e 400 mil toneladas no mercado. Traduzidos para m³ (usando para tanto a densidade média de 783,8 kg/m³ que consta da especificação da ANP para o diesel verde) isso representaria algo entre 255 e 510 milhares de m³.
Essa capacidade seria bastante para colocar a biorrefinaria da Petrobras em pé de igualdade com a usina da Granol de Goiás que, hoje, ocupa a 3ª posição do ranking nacional de fabricantes de biodiesel com capacidade para produzir 558 mil m³ ano.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com