A Universidade Federal de Mato Grosso UFMT já está testando uma máquina de produção de biodiesel em pequena escala.
...todos estes fatores influenciam para um menor custo no produto final (com o método de produção desta máquina) que, se feito a partir...
...a produção da máquina em escala industrial pode ser iniciada...
A Universidade Federal de Mato Grosso UFMT já está testando uma máquina de produção de biodiesel em pequena escala. Como explica o pró-reitor de pesquisas da UFMT e coordenador do maior evento do Estado nesta esfera, o Biodiesel BR (que estará acontecendo entre os dias 31 de maior e 2 de junho), o doutor em química orgânica Paulo Teixeira de Sousa Jr., “o mecanismo de produção “se dá sob catálise ácida, com reação induzida por microondas, a 2,45 GHz. E a planta piloto, que será instalada na comunidade de Guariba, deverá alcançar um processamento de 100 litros/hora”.
Entre as vantagens do método, segundo Teixeira, está o fato de que o mesmo permite uso de matérias-primas de baixa pureza, de álcool hidratado e de um catalizador de baixo preço, além de requerer um tempo bastante curto de reação. Todos estes fatores influenciam para um menor custo no produto final que, se feito a partir do amendoim-cavalo, por exemplo, e na escala piloto prevista para Guariba, “chegará ao valor médio em torno de R$1,67 por litro, já incluso os 13% de ICMS e considerando a venda dos co-produtos”. Este custo de produção, no entanto, poderá sofrer sensível redução em função do aumento da escala de produção e do uso de outras matérias-primas.
Um protótipo da máquina, cuja tecnologia está sendo patenteada no Brasil, Japão, EUA e Europa, já foi apresentado e fez sucesso no evento V Ciência para a Vida, realizado pela Embrapa, em Brasília, na última semana de abril. Mas, de acordo com o coordenador da Pesquisa, doutor em química orgânica, o professor da UFMT Evandro Dall’Oglio, o grande teste será mesmo dentro do Projeto Guariba, que entra em funcionamento no final de junho. Localizada na divisa de Mato Grosso, Rondônia e Amazonas, a 150 km de Colniza e a 1,57 mil km de Cuiabá, Guariba não tem luz elétrica e, pelo isolamento da região, tem sérios problemas com o acesso e os custos de combustíveis, comprometendo a geração de energia e o desenvolvimento de atividades de produção e de comércio.
Com a usina de biodiesel (proposta do Projeto Guariba), a comunidade - que é composta de cerca de 450 famílias e tem 25% da iluminação feita com velas e 65% à base de querosene e óleo diesel, passa a ter acesso não só a energia mais barata gerada pelo biocombustível, “como também não ficará mais sujeita às variantes de preço e transporte, principalmente, do diesel”, avalia Evandro, lembrando que a máquina para o pequeno produtor que a Universidade está testando tem como meta, justamente, quebrar este círculo vicioso de dependência, possibilitando que o pequeno produtor consiga autosustentar todo o ciclo de produção do combustível. Teixeira e Dall'Oglio, lembram ainda que a máquina está sendo viabilizada por meio de financiamento da Eletronorte, através do Programa Luz Para Todos.
O biodiesel pode substituir total ou parcialmente o óleo diesel em motores de ignição por compressão, automotivos (caminhões, tratores, camionetas, automóveis), transportes (aquaviários e ferroviários) e estacionários (geradores de eletricidade), bem como outros tipos de combustíveis fósseis na geração de energia, a exemplo do uso em caldeiras ou em geração de calor para processamentos industriais. Neste protótipo, inicialmente, será usado como matéria-prima, o “amendoim-cavalo, que atinge uma média de até 40 litros de combustível para cada 100 kg da oleaginosa”, adianta Evandro.
A previsão é de que a produção da máquina em escala industrial possa ser iniciada daqui a 1 ano, quando então, espera-se ter prontos reatores que produzam acima de 30 mil litros/dia.
Fonte: O Documento
...todos estes fatores influenciam para um menor custo no produto final (com o método de produção desta máquina) que, se feito a partir...
...a produção da máquina em escala industrial pode ser iniciada...
A Universidade Federal de Mato Grosso UFMT já está testando uma máquina de produção de biodiesel em pequena escala. Como explica o pró-reitor de pesquisas da UFMT e coordenador do maior evento do Estado nesta esfera, o Biodiesel BR (que estará acontecendo entre os dias 31 de maior e 2 de junho), o doutor em química orgânica Paulo Teixeira de Sousa Jr., “o mecanismo de produção “se dá sob catálise ácida, com reação induzida por microondas, a 2,45 GHz. E a planta piloto, que será instalada na comunidade de Guariba, deverá alcançar um processamento de 100 litros/hora”.
Entre as vantagens do método, segundo Teixeira, está o fato de que o mesmo permite uso de matérias-primas de baixa pureza, de álcool hidratado e de um catalizador de baixo preço, além de requerer um tempo bastante curto de reação. Todos estes fatores influenciam para um menor custo no produto final que, se feito a partir do amendoim-cavalo, por exemplo, e na escala piloto prevista para Guariba, “chegará ao valor médio em torno de R$1,67 por litro, já incluso os 13% de ICMS e considerando a venda dos co-produtos”. Este custo de produção, no entanto, poderá sofrer sensível redução em função do aumento da escala de produção e do uso de outras matérias-primas.
Um protótipo da máquina, cuja tecnologia está sendo patenteada no Brasil, Japão, EUA e Europa, já foi apresentado e fez sucesso no evento V Ciência para a Vida, realizado pela Embrapa, em Brasília, na última semana de abril. Mas, de acordo com o coordenador da Pesquisa, doutor em química orgânica, o professor da UFMT Evandro Dall’Oglio, o grande teste será mesmo dentro do Projeto Guariba, que entra em funcionamento no final de junho. Localizada na divisa de Mato Grosso, Rondônia e Amazonas, a 150 km de Colniza e a 1,57 mil km de Cuiabá, Guariba não tem luz elétrica e, pelo isolamento da região, tem sérios problemas com o acesso e os custos de combustíveis, comprometendo a geração de energia e o desenvolvimento de atividades de produção e de comércio.
Com a usina de biodiesel (proposta do Projeto Guariba), a comunidade - que é composta de cerca de 450 famílias e tem 25% da iluminação feita com velas e 65% à base de querosene e óleo diesel, passa a ter acesso não só a energia mais barata gerada pelo biocombustível, “como também não ficará mais sujeita às variantes de preço e transporte, principalmente, do diesel”, avalia Evandro, lembrando que a máquina para o pequeno produtor que a Universidade está testando tem como meta, justamente, quebrar este círculo vicioso de dependência, possibilitando que o pequeno produtor consiga autosustentar todo o ciclo de produção do combustível. Teixeira e Dall'Oglio, lembram ainda que a máquina está sendo viabilizada por meio de financiamento da Eletronorte, através do Programa Luz Para Todos.
O biodiesel pode substituir total ou parcialmente o óleo diesel em motores de ignição por compressão, automotivos (caminhões, tratores, camionetas, automóveis), transportes (aquaviários e ferroviários) e estacionários (geradores de eletricidade), bem como outros tipos de combustíveis fósseis na geração de energia, a exemplo do uso em caldeiras ou em geração de calor para processamentos industriais. Neste protótipo, inicialmente, será usado como matéria-prima, o “amendoim-cavalo, que atinge uma média de até 40 litros de combustível para cada 100 kg da oleaginosa”, adianta Evandro.
A previsão é de que a produção da máquina em escala industrial possa ser iniciada daqui a 1 ano, quando então, espera-se ter prontos reatores que produzam acima de 30 mil litros/dia.
Fonte: O Documento