O interesse do produtor por novos assuntos aumentou devido as recentes
dificuldades que o setor enfrentou com as estiagens e queda nos
preços dos grãos.
A mudança positiva no comportamento do agricultor ficou evidente no 22º
Seminário Cooplantio, que encerrou nesta quarta-feira, 27, em
Gramado/RS. Para o presidente da Cooplantio, Daltro Benvenuti, a
atenção do público para cada palestra surpreendeu em relação a outras
edições. Atribui esta mudança às alterações que o cenário agrícola está
sofrendo com o advento da agroenergia e o aumento da competição no
cenário mundial. "A competitividade é muito grande, por isso aumenta o
interesse do produtor em novos assuntos", salienta. As recentes
dificuldades que o setor enfrentou em razão das estiagens e queda nos
preços dos grãos também foram determinantes.
O início das exportações de soja da produção dos cooperativados da Cooplantio foi destacado pelo presidente. Até o momento foram encomendas 61 mil toneladas para Portugal, Suíça, Holanda, Alemanha e Tailândia. O primeiro embarque foi destinado para a Tailândia há aproximadamente 60 dias e saiu pelo Porto de Rio Grande.
De acordo com o palestrante Cilotér Iribarrem, diretor e sócio-proprietário da empresa Safras & Cifras, o produtor que pretende continuar na atividade precisa controlar cada passo dos seus gastos. Mostrou que os custos na lavoura de arroz, da safra 2000/01 a 2006/07, cresceram 76%, mesmo com pouca variação no câmbio. "Em 2001 o dólar estava cotado a R$ 2,02", comenta. Neste mesmo período, segundo levantamento da empresa, os custos da soja aumentaram 120% e do boi 85%. "Se não houver um controle por parte do produtor, ele não irá sobreviver. Sem controle não há gerenciamento", alerta.
O Brasil tem conhecimento para investir em agroenergia. Este foi o foco do palestrante Frederico Durães, chefe-geral da Embrapa Agroenergia. "Em dez anos o projeto do biodiesel estará consolidado", projeta. Hoje a disponibilidade do biocombustível se concentra em 90% na soja, mas a tendência é elevar os investimentos em outras oleaginosas para aumentar a produção em conseqüência do baixo teor de óleo nesta cultura. "O Brasil ainda está em um patamar muito frágil na questão energética", afirma. Ressalta que serão necessários no mínimo mais cinco anos para pesquisar novas culturas com o propósito de produzir o combustível alternativo e atender a demanda. Enfatiza ainda que as cooperativas terão uma participação fundamental neste segmento.
O início das exportações de soja da produção dos cooperativados da Cooplantio foi destacado pelo presidente. Até o momento foram encomendas 61 mil toneladas para Portugal, Suíça, Holanda, Alemanha e Tailândia. O primeiro embarque foi destinado para a Tailândia há aproximadamente 60 dias e saiu pelo Porto de Rio Grande.
De acordo com o palestrante Cilotér Iribarrem, diretor e sócio-proprietário da empresa Safras & Cifras, o produtor que pretende continuar na atividade precisa controlar cada passo dos seus gastos. Mostrou que os custos na lavoura de arroz, da safra 2000/01 a 2006/07, cresceram 76%, mesmo com pouca variação no câmbio. "Em 2001 o dólar estava cotado a R$ 2,02", comenta. Neste mesmo período, segundo levantamento da empresa, os custos da soja aumentaram 120% e do boi 85%. "Se não houver um controle por parte do produtor, ele não irá sobreviver. Sem controle não há gerenciamento", alerta.
O Brasil tem conhecimento para investir em agroenergia. Este foi o foco do palestrante Frederico Durães, chefe-geral da Embrapa Agroenergia. "Em dez anos o projeto do biodiesel estará consolidado", projeta. Hoje a disponibilidade do biocombustível se concentra em 90% na soja, mas a tendência é elevar os investimentos em outras oleaginosas para aumentar a produção em conseqüência do baixo teor de óleo nesta cultura. "O Brasil ainda está em um patamar muito frágil na questão energética", afirma. Ressalta que serão necessários no mínimo mais cinco anos para pesquisar novas culturas com o propósito de produzir o combustível alternativo e atender a demanda. Enfatiza ainda que as cooperativas terão uma participação fundamental neste segmento.