Ruas congestionadas por veículos rodando com motores movidos a banha de porco, residências aquecidas com gestores alimentados por extrato de peixe e equipamentos em linhas de produção trocando eletricidade por azeite de girassol compõem uma realidade da qual o Rio Grande do Sul está bem próximo.
Isso é uma conseqüência do impulso dado pelo governo do Rio Grande do Sul ao Programa Gaúcho de Biodiesel, que promove nesta quinta-feira (07-07), no Auditório 100 da Fiergs, em Porto Alegre, o Seminário Combustível Verde, em conjunto com o Sindicato da Indústria de Óleos Vegetais (Sióleo) e a Associação Rio-grandense de Estagiários na França (Ardef).
No evento serão debatidos aspectos de impacto ambiental, novas tecnologias, fontes de financiamento e mercados potenciais envolvendo a alternativa energética extraída preferencialmente de vegetais, que poderá livrar o Rio Grande do Sul da dependência do combustível à base de petróleo. Atualmente, os gaúchos utilizam o equivalente a todo o produto consumido nas regiões Norte e Nordeste - cerca de 7 milhões de toneladas ao ano.
A sujeição externa de combustíveis líquidos à base de petróleo, que poderá ser reduzida com a implantação das redes de biodiesel, tem reflexos notáveis no equilíbrio da balança de pagamentos do país e nas iniciativas públicas para geração de emprego e renda. Prova disso, o fato de o biodiesel figurar como assunto prioritário no Conselho de Desenvolvimento Sul (Codesul), integrado por Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.
Entre janeiro e abril deste ano, o Brasil desembolsou U$ 185 milhões apenas com a importação de diesel, que alcança 6 milhões de metros cúbicos por ano. "A combinação de políticas de governo e a auto-suficiência de petróleo anunciada pela União para 2006 poderá inverter a lógica de hoje, e mais, passando o Rio Grande de importador de diesel a exportador de combustíveis vegetais", confia David Turik Chazan, organizador do seminário e diretor da Fundação Estadual de Ciência e Tecnologia (Cientec).
A tradição agroindustrial e a capacidade empreendedora, enfatiza Chazan, também coordenador executivo do Programa Gaúcho de Biodiesel (Probiodiesel/RS), tornaram o Rio Grande do Sul um dos estados mais avançados na área de combustíveis alternativos e "limpos", a ponto de ser considerado região estratégica no mercado consumidor. "Prova disso, é a assinatura, na abertura do seminário Combustível Verde, de convênio entre Cientec e Carris, mediante o qual a empresa pública de transporte coletivo de Porto Alegre coloca coletivos para testes com a mistura diesel-biodiesel", diz Chazan.
O direcionamento da cultura de vegetais para a produção energética, além de fortalecer a defesa do meio ambiente, poderá funcionar como efetivo instrumento de inclusão social e econômica em áreas estagnadas. "O mais importante é apresentar à comunidade os vários elos da cadeia de produção do biodiesel, a potencialidade dos mercados que se abrem e a oportunidade econômica que oferece, pois movimenta uma ampla cadeia que visa desde à atividade primária (da agricultura familiar ao grande produtor rural) até à indústria de transformação, passando pela pesquisa científica", completa David Chazan.
O Programa Gaúcho de Biodiesel - supervisionado pela Secretaria da Ciência e Tecnologia, em interação com as de Energia, Minas e Comunicações, da Coordenação e Planejamento, do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, do Meio Ambiente, da Agricultura e Abastecimento e dos Transportes, além da Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec) - é resultado de parceria firmada com a Universidade Federal (Ufrgs), em 2003, com vistas a definir as políticas de ampliação e produção de combustíveis a partir de matérias-primas alternativas e, até então, desprezadas como fonte produtora de energia limpa.
Os primeiros projetos envolvendo biodiesel apoiados pela área de ciência e tecnologia do Estado voltam-se para a Metade Sul. Em 2004, foram captados R$ 400 mil da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para a investigação de processos tecnológicos de produção de mamona na região - o vegetal foi escolhido por não concorrer com outras espécies, especialmente aquelas utilizadas para alimentação humana. A posição do Rio Grande do Sul como terceiro maior produtor de oleaginosas faz com que o governo estude concretamente a extensão das pesquisas a soja, colza, algodão, girassol, gordura animal e óleo de peixe.
Isso é uma conseqüência do impulso dado pelo governo do Rio Grande do Sul ao Programa Gaúcho de Biodiesel, que promove nesta quinta-feira (07-07), no Auditório 100 da Fiergs, em Porto Alegre, o Seminário Combustível Verde, em conjunto com o Sindicato da Indústria de Óleos Vegetais (Sióleo) e a Associação Rio-grandense de Estagiários na França (Ardef).
No evento serão debatidos aspectos de impacto ambiental, novas tecnologias, fontes de financiamento e mercados potenciais envolvendo a alternativa energética extraída preferencialmente de vegetais, que poderá livrar o Rio Grande do Sul da dependência do combustível à base de petróleo. Atualmente, os gaúchos utilizam o equivalente a todo o produto consumido nas regiões Norte e Nordeste - cerca de 7 milhões de toneladas ao ano.
A sujeição externa de combustíveis líquidos à base de petróleo, que poderá ser reduzida com a implantação das redes de biodiesel, tem reflexos notáveis no equilíbrio da balança de pagamentos do país e nas iniciativas públicas para geração de emprego e renda. Prova disso, o fato de o biodiesel figurar como assunto prioritário no Conselho de Desenvolvimento Sul (Codesul), integrado por Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.
Entre janeiro e abril deste ano, o Brasil desembolsou U$ 185 milhões apenas com a importação de diesel, que alcança 6 milhões de metros cúbicos por ano. "A combinação de políticas de governo e a auto-suficiência de petróleo anunciada pela União para 2006 poderá inverter a lógica de hoje, e mais, passando o Rio Grande de importador de diesel a exportador de combustíveis vegetais", confia David Turik Chazan, organizador do seminário e diretor da Fundação Estadual de Ciência e Tecnologia (Cientec).
A tradição agroindustrial e a capacidade empreendedora, enfatiza Chazan, também coordenador executivo do Programa Gaúcho de Biodiesel (Probiodiesel/RS), tornaram o Rio Grande do Sul um dos estados mais avançados na área de combustíveis alternativos e "limpos", a ponto de ser considerado região estratégica no mercado consumidor. "Prova disso, é a assinatura, na abertura do seminário Combustível Verde, de convênio entre Cientec e Carris, mediante o qual a empresa pública de transporte coletivo de Porto Alegre coloca coletivos para testes com a mistura diesel-biodiesel", diz Chazan.
O direcionamento da cultura de vegetais para a produção energética, além de fortalecer a defesa do meio ambiente, poderá funcionar como efetivo instrumento de inclusão social e econômica em áreas estagnadas. "O mais importante é apresentar à comunidade os vários elos da cadeia de produção do biodiesel, a potencialidade dos mercados que se abrem e a oportunidade econômica que oferece, pois movimenta uma ampla cadeia que visa desde à atividade primária (da agricultura familiar ao grande produtor rural) até à indústria de transformação, passando pela pesquisa científica", completa David Chazan.
O Programa Gaúcho de Biodiesel - supervisionado pela Secretaria da Ciência e Tecnologia, em interação com as de Energia, Minas e Comunicações, da Coordenação e Planejamento, do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, do Meio Ambiente, da Agricultura e Abastecimento e dos Transportes, além da Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec) - é resultado de parceria firmada com a Universidade Federal (Ufrgs), em 2003, com vistas a definir as políticas de ampliação e produção de combustíveis a partir de matérias-primas alternativas e, até então, desprezadas como fonte produtora de energia limpa.
Os primeiros projetos envolvendo biodiesel apoiados pela área de ciência e tecnologia do Estado voltam-se para a Metade Sul. Em 2004, foram captados R$ 400 mil da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para a investigação de processos tecnológicos de produção de mamona na região - o vegetal foi escolhido por não concorrer com outras espécies, especialmente aquelas utilizadas para alimentação humana. A posição do Rio Grande do Sul como terceiro maior produtor de oleaginosas faz com que o governo estude concretamente a extensão das pesquisas a soja, colza, algodão, girassol, gordura animal e óleo de peixe.