"O mundo praticamente não tem capacidade excedente, então até mesmo interrupções potenciais causam picos nos preços"
MARK FLANNERY - analista do Credit Suisse First Boston
"Isso [a volatilidade] vai ser a regra, não a exceção"
DAN PICKERING - analista
O petróleo atingiu ontem a marca importante dos US$ 70 na Bolsa de Nova York, o maior valor nominal já registrado, e se aproxima do recorde em termos reais (descontada a inflação) estabelecido em 1979. De acordo com cálculos do FMI (Fundo Monetário Internacional), o preço do barril atingiu o equivalente a cerca de US$ 96 em dólares de 2003 durante o segundo choque do petróleo, quando a produção iraniana foi paralisada em conseqüência da Revolução Islâmica de 1979.
O processo atual de alta do petróleo acontece principalmente devido à capacidade excedente pequena, tanto de produção quanto de refino; por isso, o mercado teme que qualquer interrupção gere falta de combustível.
A capacidade excedente pequena é resultado, por sua vez, de um crescimento rápido da demanda mundial por petróleo, puxada pela expansão de economias como Índia, China e Estados Unidos. Além disso, alguns analistas dizem que não há investimentos suficientes em capacidade de refino para atender à demanda por produtos como gasolina, diesel e óleo para calefação. "O mundo praticamente não tem capacidade excedente, então até mesmo interrupções potenciais causam picos nos preços [do petróleo]", disse Mark Flannery, analista do Credit Suisse First Boston. Órgãos oficiais americanos prevêem que o país terá entre 18 e 21 tempestades tropicais nesta estação (até outubro) e que de 9 a 11 delas podem se tornar furacões.
Segundo analistas, se essa previsão se mantiver, os preços do petróleo continuarão a oscilar fortemente. "Em mercados apertados, a volatilidade é maior. Isso vai ficar conosco por algum tempo. Vai ser a regra, não a exceção", disse Dan Pickering, presidente da Pickering Energy Partners. Os países da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), principalmente a Arábia Saudita, dizem que não há falta de petróleo cru e que o gargalo está na capacidade de refino.
A organização diz também que pode aumentar a produção para atender a demanda mundial por petróleo nos próximos anos, mas alguns analistas dizem que a capacidade de aumentar a produção é limitada e que a extração mundial de petróleo pode começar a cair já nos próximos anos.
Economia mundial
Os altos preços do petróleo parecem não ter grande impacto na economia mundial, pelo menos por enquanto. Alguns efeitos já são sentidos, porém, como o aumento do valor das importações de alguns países.
Nos EUA, a preocupação é que os consumidores gastem menos no varejo por conta do aumento dos gastos com energia. Ainda não há sinais de que isso esteja acontecendo de forma generalizada, mas algumas lojas que vendem para consumidores de baixa renda nos EUA já indicaram que eles estão comprando menos.
No começo do mês, o Wal-Mart, maior rede varejista dos EUA, avisou que os altos preços de energia estão reduzindo a freqüência e as vendas em suas lojas.
Analistas dizem que uma das maiores ameaças ao crescimento da economia mundial é a alta do preço do petróleo.
O processo atual de alta do petróleo acontece principalmente devido à capacidade excedente pequena, tanto de produção quanto de refino; por isso, o mercado teme que qualquer interrupção gere falta de combustível.
A capacidade excedente pequena é resultado, por sua vez, de um crescimento rápido da demanda mundial por petróleo, puxada pela expansão de economias como Índia, China e Estados Unidos. Além disso, alguns analistas dizem que não há investimentos suficientes em capacidade de refino para atender à demanda por produtos como gasolina, diesel e óleo para calefação. "O mundo praticamente não tem capacidade excedente, então até mesmo interrupções potenciais causam picos nos preços [do petróleo]", disse Mark Flannery, analista do Credit Suisse First Boston. Órgãos oficiais americanos prevêem que o país terá entre 18 e 21 tempestades tropicais nesta estação (até outubro) e que de 9 a 11 delas podem se tornar furacões.
Segundo analistas, se essa previsão se mantiver, os preços do petróleo continuarão a oscilar fortemente. "Em mercados apertados, a volatilidade é maior. Isso vai ficar conosco por algum tempo. Vai ser a regra, não a exceção", disse Dan Pickering, presidente da Pickering Energy Partners. Os países da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), principalmente a Arábia Saudita, dizem que não há falta de petróleo cru e que o gargalo está na capacidade de refino.
A organização diz também que pode aumentar a produção para atender a demanda mundial por petróleo nos próximos anos, mas alguns analistas dizem que a capacidade de aumentar a produção é limitada e que a extração mundial de petróleo pode começar a cair já nos próximos anos.
Economia mundial
Os altos preços do petróleo parecem não ter grande impacto na economia mundial, pelo menos por enquanto. Alguns efeitos já são sentidos, porém, como o aumento do valor das importações de alguns países.
Nos EUA, a preocupação é que os consumidores gastem menos no varejo por conta do aumento dos gastos com energia. Ainda não há sinais de que isso esteja acontecendo de forma generalizada, mas algumas lojas que vendem para consumidores de baixa renda nos EUA já indicaram que eles estão comprando menos.
No começo do mês, o Wal-Mart, maior rede varejista dos EUA, avisou que os altos preços de energia estão reduzindo a freqüência e as vendas em suas lojas.
Analistas dizem que uma das maiores ameaças ao crescimento da economia mundial é a alta do preço do petróleo.